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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A primeira Páscoa

Há muito tempo atrás, numa terra bem distante do Brasil, num lugar chamado Egito, morava uma garotinha chamada Aninha.

Ela morava em uma casa pequenina, juntamente com os pais e seus irmãos.

Todos os dias, na casa de Aninha, tinha que se trabalhar muito. Eles eram escravos...

Você sabe o que é ser escravo? É trabalhar, trabalhar, trabalhar e não ter um salário.

Ai... Ai... Ai... Ai... Aiii - Se eles não trabalhassem eram duramente repreendidos pelos egípcios e muitas vezes levavam castigos e até mesmo chicotadas.

A família inteira de Aninha eram escravos, por isso, logo cedo, a família tinha que levantar cedinho, colher palhas no campo, fazer tijolos. E era uma correria. Não dava nem tempo de descansar. Os capatazes viviam a castigar quem não produzisse muitos tijolos. Aninha não queria que seu pai e sua mãe fossem castigados, por isso, ajudava-os em tudo o que eles pedissem, principalmente colhendo palhas no campo, que era sua especialidade.

Mas... naquele dia, Aninha, ao acordar cedinho, ouviu um béeeee... Era um cordeirinho bem branquinho. A mamãe falou que tinha separado ele para mais tarde, assá-lo. Aninha ajudou a mãe no serviço de casa, e foi ao campo pegar palhas e aproveitou para separar ervas amargas que a mãe tinha pedido. Ela ainda não tinha entendido ainda sobre a festa que ia ter... como era o nome mesmo? Tinha esquecido. Foi ao campo e achou as ervas que a mãe tinha pedido para buscar e voltou para casa rapidamente. E trabalhou o dia inteiro, sem saber que naquela noite, algo iria acontecer.

A mãe havia preparado pães sem fermento naquele dia... Por que será? Mas... mesmo assim eram bem gostosos. O dia foi passando e a tardezinha, o cordeirinho foi morto... Pegaram um pouco do seu sangue do cordeirinho e com uma esponja, passaram no batente da porta.

Aninha já tava muito curiosa com tudo aquilo e perguntou:

- Pai... por que o senhor ta passando sangue no batente da porta?

- É que nessa noite passará um destruidor nesse país.O papai respondeu.

- E o que é destruidor? perguntou Aninha.

- É o anjo da morte que passará em todas as casas e matará todos os primeiros filhos dos Egípcios. Na casa onde houver o sangue na porta, não acontecerá nada. O papai respondeu.

- Então seremos poupados desse destruidor, papai? - perguntou Aninha.

- Sim, minha filha. Porque Deus nos orientou que se fizéssemos isso, nada aconteceria a nós.O papai respondeu.

Aninha suspirou aliviada. Bem de noitinha, comeu um pedaço do cordeirinho assado, com pão que a mãe fez e um pouquinho das ervas amargas. Quando ouviu o pai dizer:

- Essa foi a nossa primeira festa de páscoa. E hoje Deus vai nos libertar da escravidão.

Aninha ficou pensando... pensando... queria tanto ser uma menina como as meninas egípcias que eram livres, que brincavam, que podiam ir a escola. Ela tinha que trabalhar sempre. Será que seria livre mesmo?

E assim Aninha foi dormir, mas teve que acordar no meio da noite, porque eles tinham que sair do Egito.

Agora eles não eram mais escravos, mas livres.

Deus tinha os libertado da escravidão e agora eles iam morar em uma outra terra diferente. Eles iam para Canaã - a terra prometida. E Deus iria guiá-los para essa nova terra.

Muitos anos, mas muiiiiitos anos mesmo, se passaram e Aninha já nem existia mais, mas a terra de Canaã ainda existia e se chamava Judéia, aconteceu algo muito interessante.

Sabe... o pessoal de lá estava comemorando uma festa. Sabe que festa era? A mesma que Aninha tinha comemorado naquela noite em que foi liberta.

Quem lembra o nome? Era a festa da páscoa.

Sabe quem estava comemorando esta festa? JESUS.

E sabe o que tinha na festa de páscoa de Jesus? O vinho e o pão.

E o cordeiro???? Onde estava?

Vou tentar relatar o que Jesus disse durante a festa para você entender melhor

- Como desejei comer essa páscoa com vocês, antes que eu morra...

Ele pegou o pão, agradeceu a Deus e disse para seus discípulos que aquele pão era o corpo dele. Ele pegou o vinho e disse que aquele vinho era o sangue que Ele derramou por nós.

Sabe... fiquei pensando... onde está o cordeirinho da páscoa? Descobri que Jesus era o cordeiro de Deus que tirou o pecado do mundo.

Como o cordeirinho de Aninha, que morreu, derramou seu sangue para evitar que o destruidor destruísse a vida da Aninha, assim foi Jesus. Ele morreu, derramou seu sangue e evitou que a gente fosse destruído pelo anjo da morte.

A partir daí, não precisou mais de morrer cordeirinhos, porque Jesus é o Cordeiro perfeito. E o mais legal disso tudo é que Jesus morreu, derramou o seu sangue por nós e não ficou morto. ELE RESSUSCITOU.

E essa é história da verdadeira páscoa. O pessach em hebraico significa passagem.
Passagem da escravidão para a libertação.
E com Jesus não é diferente.

Passagem da escravidão (vida sem paz, sem alvos, sem expectativa e sem Jesus) para a libertação (vida com objetivos, com paz , completa em Jesus).

Passagem da morte para a vida - porque Cristo nos dá a vida. Só Ele pode dar isso, porque Ele ressuscitou!!!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Débora: Uma Mulher Escolhida para Liderar


Leia o livro de Juízes cap. 4

Versículos para Memorizar:

“Deus escolheu aquilo que o mundo acha fraco, para envergonhar os poderosos”. 1 Co 1:27
Opção 2: "Vida longa está na sua mão direita, e na esquerda, riquezas e honra." Provérbios 3:1
Opção 3: "Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei”. 1 Pedro 2:17.
Objetivo: Gerar nas crianças a confiança para ouvir ao chamado de Deus.

Quebra-Gelo: Se você fosse escolhido para colocar uma lei no Brasil qual lei escolheria? E por quê?

Entrando na História

Você tem alguma tarefa especial em casa? Sua mãe, pai, tio ou avó pede a você para fazer coisas? Deus tem um trabalho especial para cada um de nós. Ele nunca nos pede para fazer algo que seja difícil demais. Vamos descobrir mais sobre uma pessoa a quem Deus deu um trabalho especial.

História
Deus deu a Débora uma responsabilidade especial – liderar Israel. Era um trabalho
duro! O povo não obedecia a Deus. Em vez disso adoravam ídolos.
Muitos anos antes o Rei Jabim tinha atacado Israel. Ele venceu a batalha e fez dos
israelitas seus escravos. Agora todos viviam com medo do rei e seu general, Sísera,
que tinha 900 carruagens de ferro.
Débora era chamada de juíza. Ela não tinha um escritório em um Tribunal como os
juízes de hoje. Ela se sentava embaixo de uma palmeira. Quando o povo tinha um
problema, eles iam a ela para ajudá-los a encontrar uma solução. Eles pediam-lhe
conselho. E ela sempre escutava como o povo se sentia triste por se afastar de Deus
e adorar ídolos. Eles pediam-lhe para ensiná-los a adorar o verdadeiro Deus.
Um dia Deus falou com Débora: “Eu ouvi as orações de Meu povo. Eu os livrarei da
escravidão”.
Débora ouviu as instruções de Deus. Ela passou as instruções a Baraque: “Deus
ordena que você leve dez mil homens ao Monte Tabor. Ele entregará Sísera em suas
mãos”.
Baraque estava com medo. Ele sabia o quanto o exército de Sísera era cruel. Eles
tinham atacado a sua cidade. Mas Baraque respeitou Débora. Ele sabia que Deus
estava com ela.
“Se você for comigo e meu exército, eu irei”- Baraque respondeu.
Quando Débora concordou em ir com ele, Deus deu a ela uma segunda mensagem
para Baraque: “porque você quer que eu vá com você, você não terá a honra de
ganhar a batalha. Essa honra será para um mulher”.
Débora, Baraque e os dez mil soldados lutaram bem pouco. Quando Baraque e seus
homens foram se encontrar com Sísera, Deus interveio. Sísera e seu exército
largaram as carruagens e fugiram. Baraque e seus homens pegaram e destruíram o
exército. Mas na confusão, Sísera escapou.
Sísera viajou ate chegar à tenda de Jael. O esposo de Jael era um de seus amigos.
Então Sísera pensou que estaria seguro por um tempo. Sísera pediu a Jael algo para
comer e um lugar para se esconder enquanto descansava.
Jael sabia que Sísera era um homem mal. Enquanto ele dormia, ela o matou. E foi
assim que a profecia de Débora se realizou. Uma mulher, Jael, matou Sísera, não
Baraque.
Precisamos ouvir os líderes que Deus escolheu para que possamos ganhar todas as
bençãos que Ele tem guardadas para nós. Quando Deus nos pedir para fazer alguma
coisa, nós queremos estar prontos para obedecê-lo.
Oração: "Senhor Deus, ajuda-nos a obedecer e confiar no Senhor quando
tivermos de fazer alguma coisa. Em nome de Jesus, amém."




http://criancaevang.blogspot.com.br/2009/08/historia-de-debora.html

terça-feira, 4 de junho de 2013

Servo incompassivo

A ilustração do servo sem misericórdia
O que é perdoar? (Mateus 18.21-35)


Para Memorizar:
"Perdoa-nos, assim como nós perdoamos!" Mateus 6.12
Objetivos da lição: Entender que Jesus ensinou acerca do perdão; Compreender o significado da palavra perdão;Saber que devemos perdoar a quem nos aborrece;Expressar interesse em aprender e praticar as lições ensinadas por Jesus.


21 Então Pedro chegou perto de Jesus e perguntou: —Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes? 22 —Não! —respondeu Jesus. —Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes. 23 Porque o Reino do Céu é como um rei que resolveu fazer um acerto de contas com os seus empregados. 24 Logo no começo trouxeram um que lhe devia milhões de moedas de prata. 25 Mas o empregado não tinha dinheiro para pagar. Então, para pagar a dívida, o seu patrão, o rei, ordenou que fossem vendidos como escravos o empregado, a sua esposa e os seus filhos e que fosse vendido também tudo o que ele possuía.





26 Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: “Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor. ” 27 —O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora. 28 O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata.





Ele pegou esse companheiro pelo pescoço e começou a sacudi-lo, dizendo: “Pague o que me deve! ” 29 —Então o seu companheiro se ajoelhou e pediu: “Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo. ” 30 —Mas ele não concordou. Pelo contrário, mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida. 31 Quando os outros empregados viram o que havia acontecido, ficaram revoltados e foram contar tudo ao patrão.





32 Aí o patrão chamou aquele empregado e disse: “Empregado miserável! Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. 33 Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você. ” 34 —O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida.





35 E Jesus terminou, dizendo: —É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão.


O homem rico

A ilustração do homem rico
Lucas 12.13-21


Para Memorizar:
"Porque Deus ama ao que dá com alegria." II Coríntios 9.7
Objetivos: Aprender a ajudar aos necessitados; Agradecer a Deus por aquilo que possui; Saber portar-se corretamente aos que tem nível econômico inferior.


13 Um homem que estava no meio da multidão disse a Jesus: —Mestre, mande o meu irmão repartir comigo a herança que o nosso pai nos deixou. 14 Jesus disse: —Homem, quem me deu o direito de julgar ou de repartir propriedades entre vocês? 15 E continuou, dizendo a todos: —Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza porque a verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas.





16 Então Jesus contou a seguinte parábola: —As terras de um homem rico deram uma grande colheita. 17 Então ele começou a pensar: “Eu não tenho lugar para guardar toda esta colheita. O que é que vou fazer?





18 Ah! Já sei! —disse para si mesmo. —Vou derrubar os meus depósitos de cereais e construir outros maiores ainda. Neles guardarei todas as minhas colheitas junto com tudo o que tenho. 19 Então direi a mim mesmo: ‘Homem feliz! Você tem tudo de bom que precisa para muitos anos. Agora descanse, coma, beba e alegre-se. ’





20 "Mas Deus lhe disse: “Seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou? ” 21Jesus concluiu: —Isso é o que acontece com aqueles que juntam riquezas para si mesmos, mas para Deus não são ricos.







http://apascentarospequeninos.blogspot.com.br/search/label/Par%C3%A1bola

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A Mulher de Samaria




Quantos de vocês gostam de viajar? Todos nós gostamos de viajar ou passear. Às vezes, vamos à casa da vovó ou mesmo de uma titia ou até saímos para visitar alguns amigos de nossos pais. Viajamos de carro, ônibus ou até mesmo de avião, quando vamos a um lugar mais distante.

Certa ocasião, quando Jesus andava com Seus discípulos, Ele fez uma viagem da Judéia para a Galiléia. Naquele tempo não havia ônibus, carro ou avião. Os que tinham melhores condições viajavam montados em algum animal, porém muitos viajavam a pé.

Nessa viagem, eles precisavam atravessar uma região chamada Samaria, e as pessoas que moravam nessa região eram chamadas samaritanas. Já era meio-dia. O sol estava muito quente! Fazia bastante calor. Jesus e Seus discípulos começaram a ficar com fome e com sede. Então, resolveram parar perto de uma cidadezinha chamada Sicar, onde havia um poço de água muito fresquinha. Jesus assentou-Se ali bem pertinho do poço, já que havia pregado e curado muitas pessoas naquela manhã, enquanto Seus amigos foram até a cidade comprar algum alimento. (Pode fazer um poço; alguém representa a Jesus, dramatizando.) Enquanto Ele descansava ali, de repente apareceu alguém. Era uma mulher que saíra da cidade e vinha ao poço buscar água. Naquele tempo, as casas não tinham torneiras como hoje, nem um moderno filtro de água geladinha. Eles tinham que caminhar para buscar água em algum poço. E aquele era muito especial para eles, porque fora cavado há muito tempo atrás, nas terras que Jacó dera a seu filho José, e era chamado o poço de Jacó. Aquele era o melhor horário para ela não ser vista por ninguém. Quando aquela mulher chegou bem perto Jesus, Ele conversou com ela. (Ouçamos)

- Você poderia dar-Me água para beber, por favor? Ela se assustou muito, pois naquele tempo os homens não conversavam com as mulheres, se não as conhecessem; muito menos os judeus falavam com os samaritanos, porque eles eram inimigos. Mas Jesus começou a conversar com ela e lhe falou algumas coisas sobre sua vida; e mais assustada ainda ela ficou. (Dramatizar sem voz, apenas seguindo a narração.) Ela pensou: Será que Este homem é um profeta? Como Ele sabe tudo sobre a minha vida? Então, ela teve uma surpresa ainda maior. A samaritana descobriu que estava falando com Jesus, o Messias Prometido.

Imediatamente ela deixou o seu cântaro e foi depressa à cidade dizer às pessoas que havia encontrado Jesus e que Ele estava bem ali, junto ao poço. E sabem o que aconteceu? Muitas pessoas começaram a sair da cidade e vir até onde Jesus estava, para vê-Lo e ouvi-Lo. (Pode ir buscar pessoas da congregação ou trazer as próprias crianças.) Tão felizes eles ficaram, que pediram a Jesus para não ir embora; que ficasse com eles mais algum tempo e lhes ensinasse sobre o Reino do Céu. (Fazer um sinal indicando “Aqui”.). Jesus ficou dois dias com aquelas pessoas, e muitos compreenderam que realmente Ele era o Filho de Deus.

Hoje crianças, Jesus está no Céu, mas deixou para nós uma tarefa. (mostrar a mulher) Como a samaritana contou às pessoas daquele lugar, que havia encontrado Jesus, nós também precisamos falar aos outros sobre Ele, Seu reino e Sua breve volta a esta terra. Quantos estão dispostos a contar a outros sobre Jesus? Posso ver as mãos? Amém!



sexta-feira, 19 de abril de 2013

O rico e Lazaro


Havia uma vez um homem rico que só se vestia de purpura linho fino e se banqueteava todos os dias. Seu luxo era grande. Tinha dispensa farta e seus vinhos vinham de sua adega, produzidos também em sua vinícola. Possuía muitos criados e não se importava com o seu próximo.

Havia também um homem pobre, de nome Lázaro (Eliezer), que se sentava na porta do rico, todo coberto de pústulas. E não queria mais que as migalhas do rico e nem isso tinha; e dentro daquela casa, só os cães vinham lamber-lhe as feridas. Pobre Lázaro, doente, faminto e só no mundo. Sem ninguém que o acudisse no seu sofrimento no seu infortúnio.

Acontece que Lázaro morreu, e os anjos do céu o levaram para o seio de Abraão. Ali sentiu-se feliz, pois Abraão o esperava. Viu-se cheio de saúde sem as feridas pustulentas que cobriam o seu corpo. Sentiu-se alegre e feliz. Que lugar mais bonito e agradável. Flores multicores ornavam a paisagem cheia do verde das árvores. Um céu de estrelas cintilantes e umas manhãs e tardes de inesquecível beleza, com o brilho do sol trazendo um calor ameno e suave. Criaturas sorridentes e felizes, estavam nas cercanias, parecendo que já os conhecia de longa data.

O rico também morreu e foi enterrado.

Somente que com grande diferença. Seu espírito se encontrou em um terrível lugar. Entre meio de tormentos. Sentiu-se tal qual era evidentemente. Seus restos mortais (matéria) foram para o seio da terra e o espírito imortal continuou a se sentir muito mal, pois não se encontrava em seu majestoso palácio, cercado pela criadagem. Também estava roto e faminto. Onde estava a pompa que o cercava? Onde os vassalos que o serviam? Sentia-se triste e abatido. Quis reclamar, gritar, ordenar, mas para quem? Estava só. Assustava-se com as companhias que lhe apareciam vez por outras. Eram seres estranhos, caras horríveis, animais repulsivos, árvores disformes, com galhos que pareciam querer agarra-lo. Tudo ali era sinistro e terrível.

Levantou os olhos e viu lá distante, Lázaro no seio de Abraão e implorou "meu pai Abraão, tenha piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo com água e refrescar minha língua, que queima como fogo neste horrível lugar".

Abraão respondeu "lembra-te meu filho que na vida terrena, tomaste como teu o que era bom e Lázaro tomou como seu o que era mau. Agora ele está confortado e tu padeces. Ademais há um grande abismo entre os dois. Os que aqui estão não podem se passar para ai, e os que ai estão não podem se passar para aqui".

Então o homem que fora rico, disse: Se é assim, manda Lázaro a casa de meu pai, porque eu tenho cinco irmãos; e que ele os avise, de modo que possam escapar ao que me coube.
Mas Abraão respondeu: "Não tem eles lá Moisés e os Profetas; ouçam-nos".

Mas ele insistiu "Não, Pai Abraão, se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão".

Abraão porém, lhe respondeu:" Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixaram persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos."

NOTA

Jesus diz no seu Evangelho: "Bem aventurados os aflitos, os que padecem injustiça, os humildes, os que choram, porque alcançarão misericórdia".

Assim foi com Lázaro, que sofreu na vida como encarnado. Assim sofrendo doença, fome, frio e a falta de um abrigo, conseguiu saldar os seus débitos e quando voltou a pátria espiritual, situou-se em bom lugar junto a seus afins.

Já o rico egoísta que só em si pensava, plantou seu próprio infortúnio, onde a colheita é obrigatória, segundo a lei de justiça. Voltou a espiritualidade, porém em lugar inferior, próprio a inferioridade de seu espírito.

Enquanto Lázaro sentia-se feliz, o rico sentia-se infeliz.

Para seu maior tormento, visualizava a felicidade de Lázaro. Pediu piedade e refrigério, mas foi lembrado de que "a cada um segundo as suas obras". Falou ainda Abraão. Há um grande abismo entre uns e outros.

É lógico que os lugares tenham que ser distintos e diferentes. "Sabemos pela terceira revelação que espíritos superiores, podem visitar lugares inferiores. Já estes, os espíritos inferiores, não podem ir a lugares superiores."

Mas o rico implorou em favor de seus irmãos e Abraão foi taxativo "Se não ouvirem a Moisés e os Profetas a ninguém ouvirão. De nada valerá conversar com os espíritos, isso não os inocentará das dividas contraídas. Se respeitarem os mandamentos, virão para a espiritualidade com melhor bagagem e situar-se-ão em melhor lugar."

NOTA

Saul, rei dos Israelitas, pediu conselhos a Samuel através da médium de Endor. De nada valeram os conselhos de Samuel, porque Saul fez justamente o contrário. Samuel pediu a paz e Saul, decretou a guerra.

Isso é muito comum nos meios espiritistas. Pessoas que procuram a entidades espirituais, para a solução de certos problemas. Quando obtém esclarecimento e orientação quanto a forma de soluciona-los, acham que não vale a pena o sacrifício da REFORMA ÍNTIMA.

Sabemos que ninguém ficará eternamente no UMBRAL (lugar inferior, descrito por André Luiz). Tão logo sofrido em razão de nossa própria imperfeição, sentindo arrependimento e desejo sincero de fazer o bem, estaremos liberados para nova encarnação de lutas e reparos ao mal que tenhamos feito. Essa é a bondade e misericórdia do Pai, dando-nos novas oportunidades de reabilitação e aperfeiçoamento. Jesus disse: "Daí não sairás até pagares o ultimo centil". E se não recebermos a Jesus que nos ensina o Amor e o Perdão das ofensas, como iremos aceitar a terceira revelação que é uma filosofia, uma ciência e uma religião de grande profundidade MORAL E INTELECTUAL.

MORAL porque é o último convite para a transformação do homem. Transformar o homem velho em homem novo.
INTELECTUAL porque nos diz de onde viemos, o que aqui fazemos e para onde vamos.


"Bem aventurados os esmoídos pela doença e pela miséria, porque pagam os seus pecados nesta vida! Ai do rico que pensa só em suas breves alegrias neste mundo. (O NAZARENO)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A VOLTA DO FILHO PRÓDIGO"

Em Éfeso, vivia Maria com o discípulo João, quando sendo visitada por Paulo e Lucas, pode escrever boa parte de seu Evangelho. Além de médico era Lucas escritor e em sua narrativa sobre o Filho Pródigo com sensibilidade e talento, nos apresenta esta página.

Descreve Lucas

Certo homem tinha dois filhos. O mais moço deles disse ao Pai: Dá-me a parte que me cabe dos bens e o Pai lhes repartiu os haveres.

Passados não muitos dias o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo de maneira dissoluta.

Sinônimo de dissoluto - libertino, devasso, sem caráter.

Depois de consumir tudo, sobreveio àquele pai uma grande fome, e ele começou a passar necessidade.

Então ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para seus campos a guardar porcos. Ali desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.

Então caindo em si disse: Quantos trabalhadores de meu Pai têm pão com fartura e eu aqui, morro de fome.

Levantar-me-ei e irei Ter com meu Pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra Ti. Já não, sou digno de ser chamado Teu filho, trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se foi para o seu Pai.

Vinha ele ainda longe, quando seu Pai o avistou, compadecido dele, correndo o abraçou e beijou.

E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti: já não sou digno de ser chamado teu filho.

O Pai porem, disse aos seus servos. Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, pondo-lhe um anel no dedo. E sandálias nos pés. Trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijem-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu. Estava perdido e foi achado e começaram a regozijar-se.

Ora o filho mais velho estava no campo: e, quando voltava ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou o que era quilo. O criado informou: Veio teu irmão e teu Pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde.

Ele se indignou e não queria entrar: saindo porem o Pai, procurava conciliai-lo Mas ele respondeu a seu Pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem sua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos. Vindo porem, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado?

Então lhe respondeu o Pai: Meu filho, tu sempre estás comigo: Tudo o que é meu é teu. Entretanto era preciso que nos alegrasse-mos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu estava perdido e foi achado.

Há mais alegria no Céu por um pecador que se arrepende, do que por todos os justos que ali estejam.

Certo homem (Deus Nosso Pai e Criador) Senhor de todas as coisas orgânicas e inorgânicas. Criador do Céu e da Terra,. das vastas e infindáveis galáxias com centenas de sistemas planetários. Assim como Criador do Macro também Criador do Microcosmo. Desde o átomo e suas partículas mais ínfimas. Senhor da Terra, do ar que respiramos, da água que bebemos, dos vegetais que nos alimentam, como o oxigênio e as verduras e frutas. Das belezas do Céu, do Mar, das Matas, dos Rios e das Flores. Senhor Deus Nosso Pai dos ensinamentos de Jesus que diz: O Pai trabalha e eu trabalho também.

Dos seres viventes feitos a sua imagem destaca-se os dois filhos: O Pródigo e o Egoísta Os filhos que possuem toda herança do Criador. Que seriam esses bens?

Seriam principalmente, bens espirituais.

A maior dádiva, A FILIAÇÂO DIVINA, O ESPÌRITO IMORTAL, E O LIVRE ARBITRIO. Mas o filho mais moço estava inquieto. Queria sair e conhecer outras paragens. Ser senhor de seus desejos, tomar posse do que lhe pertencia. Assim pensando, pediu ao Pai: dá-me a parte que me cabe dos bens. O Senhor deu-lhe os bens pedidos, o anel de príncipe, o manto real, os haveres materiais como jóias etc.

Passados não muitos dias, este filho partiu, para uma terra distante a cata de aventuras.

Por onde teria passado. Por qual terras do universo, por quais paragens. Aqui no orbe terreno? Encarnado? Desencarnado? Que importa, por aqui, por ai, acolá, quem sabe. Só ele e Deus sabe.

O certo é que desceu fundo.

Nesses lugares conheceu amigos e inimigos, influenciou e foi influenciado, negativo ou positivo. O certo é que não soube com tudo isso lidar. Atravessou desertos e planícies subiu a montanhas e desceu aos valados. Uniu-se aos que iam em caravanas vendendo e comprando. Ou ainda trocando. Conheceu gente boa, mas conheceu gente má também. Foi roubado, pelos salteadores da estrada.

Chegou com seus poucos haveres, em uma grande cidade cercada de altas muralhas e grandes portais. Ali alugou uma bela residência cheia de quartos e salões, porque pretendia promover grandes festas. Entreter "amigos" com lautos jantares. Muita festa muita dança muitos comes e bebes. E assim viveu em dissolutas orgias criminosas. Consumindo, esbanjando, menosprezando todas aquelas dádivas divinas que herdara de seu Augusto Pai. Desprezou até seu corpo físico com tantas intemperanças praticadas.

Começou a sentir-se fraco e dente. Tornou-se pobre, roto, faminto e miserável teve que desocupar a bela residência e viver em pensões baratas e sujas.

Procurou os amigos de antes, mas como não tinha mais dinheiro, também não tinha mais amigos. Estes voltaram-lhe as costas. Aprendeu a lição de que " de onde se tira e não põe acaba".

Tornou-se inevitavelmente da grande Lei de Justiça (Causa e Efeito) Continuou, descendo, descendo, até ao fundo do abismo. Conta-nos o Evangelista Lucas, que o Pródigo, sofreu bastante. Estando por longo tempo doente e abatido, chegou a ser preso, porque acharam que era um vadio qualquer.

Andou ao léu, e depois de percorrer tortuosos caminhos de dores amargas acercou-se de um pequeno sitio, onde eram criados porcos. Na porteira, titubeou em apresentar-se ao dono da chácara, com receio de ser mal interpretado. Bateu palmas e o dono lá de longe disse: Não queremos vadios ou mendigos por aqui, vá andando.

Senhor, disse o Pródigo não sou vadio ou mendigo. Estou faminto é bem verdade, mas procuro trabalho, não se preocupe. Se me deres trabalho tratarei dos porcos e comerei das alfarrobas que os alimentam. E ali ficou por algum temo meditando sobre sua vida e fez um retrospecto nos acontecimentos vividos. Racionalizando, lembrou com saudades de seu bondoso Pai e de seu Lar cheio de beleza e fartura, onde os empregados, tinham comida abundante. Arrependido e lembrando-se de que o Pai lhe dissera, que quando quisesse voltar, poderia, que ele estaria esperando-o de braços abertos.

Voltarei para o meu Pai.

E a volta se processou, muito penosa. Séculos e séculos. Encarnações e processos espirituais expiatórios e provas. Tudo para se quitar com a GRANDE LEI DE JUSTIÇA. Em que somos livres para plantar, porem a colheita é obrigatória. Tinha que reconquistar a saúde espiritual e apresentar-se com a túnica nupcial. Mas estava determinado a voltar. O Pai, conhecia amplamente o novo estado de espírito do filho Sentiu como Pai amoroso e justo a sua decisiva transformação. E vinha ele longe, na caminhada evolutiva e o Pai já o avistara e esperava. Compadecido dele, correndo o abraçou e beijou, sentindo naquela alma a maior sinceridade. Do seu coração magnânimo partiram eflúvios benditos de amor. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o Céu e contra Ti. Já não sou digno de ser chamado Teu filho. Trata-me como a um de teus trabalhadores. O Pai compadecido disse: Filho estas novamente em teu Lar. Voltas-te para o que é teu e chamando os servos, e lhes disse: Trazei depressa a melhor roupa. Vesti-o, pondo-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Regozijemo-nos também com uma grande festa. Porque este meu filho estava morto e viveu, estava perdido e foi achado. " há mais alegria no Céu por um pecador que se arrepende, do que por todos os justos que ali estão" O bom filho a casa torna.

A melhor roupa é a túnica nupcial que é a luz do espírito.

O anel, representa o brasão de príncipe.

As sandálias representam a proteção espiritual, merecida pelo filho.

O Filho Egoísta

Estava o filho mais velho no campo e quando voltava, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou o que era aquilo. O criado informou: Veio o teu irmão e teu Pai mandou matar um novilho cevado, porque o recuperou com saúde. Ele se indignou e não queria entrar, saindo o Pai que procurava concilia-lo. Mas ele respondeu a seu Pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma de tuas ordens e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos. Vindo porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele um novilho cevado. Então lhe respondeu o Pai: Meu filho, tudo o que é meu é teu. Entretanto é preciso que nos alegremos, porque esse teu irmão, estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.

Comentários da Parábola por Vinícius em seu livro Nas Pegadas do Mestre. Cap. 22

Se Lucas foi um grande escritor do Evangelho Vinícius foi um grande escritor espírita. Dono de uma didática admirável porque analisou e compreendeu os ensinamentos Evangélicos, com grande propriedade. Assim é que em seus livros, traz para nós, elucidações Cristãs que nos ajudam a compreender nossa filosofia. Elucidações, cheias de beleza literária de que se faz portador. Então diz ele: O egoísta, mostra-se magoado e protesta. Retruca o Pai: È certo que não dissipaste os bens herdado mas por isso nada sofrestes. Ao passo que teu irmão, suportou todos os revezes e torturas originários dos erros que cometeu. Hoje é sábio pela experiência adquirida Virtuoso, pelo sofrimento suportado. Puro, graças ao batismo do fogo, que recebeu através do cadinho da dor: Hoje regressa ele ao Lar paterno mansão de todos os filhos, qual perdido, encontrado, qual morto, redivivo. È um ato de justiça, portanto, a expansão de amor com que o recebi Os dois irmãos representam a humanidade O Pródigo é a fiel imagem dos pecadores, cujas faltas, transparecem, ressaltam logo a primeira vista.. Semelhantes transviados, deixam-se arrastar ao sabor das intemperanças, como barcos que vagam a mercê das ondas sem leme e sem bússola. Sabem que são pecadores, estão cônscios das próprias imperfeições e comumente ostentam para os que tem olhos de ver, apesar de graves faltas, apreciáveis Virtudes.

Já o filho mais velho o Egoísta é a perfeita encarnação dos pecadores que se julgam isentos de culpa. Protótipos das virtudes, únicos herdeiros das bem-aventuranças eternas, pelo fato de se haverem abstido do mal. São os orgulhosos, os exclusivistas os sectários que se apartam dos demais para não se contaminarem, como faziam os fariseus que desprezavam os samaritanos. E o fariseu que orava no Templo, quando Jesus nos faz lembrar que quem se humilha, será exaltado e quem se exalta será humilhado. O Pródigo ao seu ver, deve ser excluído do Lar. Não vêem ligação alguma de solidariedade entre os membros da família humana. Quando se refere ao Pródigo, diz: "esse teu filho" Descrêem da reabilitação dos culpados. Imaginam-se alto e os demais em baixo. O mal do Egoísta, é muito mais profundo, esta muito mais radicado que o do Pródigo. O Pródigo tem qualidades ao lado de defeitos. O Egoísta não tem vícios, mas igualmente não tem virtudes. O Egoísta não esbanja os dons: esconde-os, como os avarentos escondem as moedas. Não mata, porém é incapaz de arriscar um fio de cabelo para salvar alguém. Não rouba mas também não dá. Tais pecadores acham-se, por isso mais longe de Deus que os demais, apesar das aparências denunciarem o contrario (Lembrar que parecer não é ser) As virtudes, são mais fácil simula-las, mas difícil de adquiri-las Quem simula, quer parecer. Quem adquiri-las é Virtuoso. A prova está em que as intimas simpatias, de todos que lêem a Parábola, se inclinam para o Pródigo, num movimento natural e espontâneo è a escolha do coração. Depois, nós pecadores confessos, vemos, na vida do Pródigo, a nossa própria história. Sua epopéia é a nossa esperança. Eis porque com ele tanto simpatizamos...

terça-feira, 9 de abril de 2013

MARTA, MARIA E LÁZARO


Limitada pelo Mar Mediterrâneo e cortada de norte a sul pelo rio Jordão que vem lançar suas águas no Mar Morto. A palestina foi formada nessa época por três Províncias. Ao norte, a formosa Galiléia, com as cidades de Cafarnaúm, Magdala, Tiberíades, Caná, Nazaré, e Naim. Nesta Província, o rio Jordão forma o famoso lago de Teberíades, no qual Jesus e seus discípulos tanto estiveram. Está também na Galiléia, o Monte Tabor, onde Jesus, com seus discípulos Pedro, Tiago e João, realizaram o fenômeno de Materialização, Transfiguração e Voz Direta.

No centro da Palestina ficava a Província da Samaria, e de uma cidade chamada Samaria, construída nos altos de uma montanha por motivos estratégicos. Era está cidade, capital da Província. Mais tarde o nome foi mudado para Sebaste. Havia um lugarejo chamado Sicar onde ficava o poço de Jacó no qual Jesus encontrou-se com a Samaritana quando esteve na Samaria.

Ali ficava também o Monte Garizim, onde estava o Templo dos Samaritanos, lugar sagrado de sacrifícios e orações para os Samaritanos, e o é até hoje.

Depois, a Província da Judéia com a capital do país Jerusalém e a cidade de Jericó, no vale do Jordão. Chamada de cidade das Palmeiras, com uma fonte perenal que transforma a planície seca e queimada em torno de Jericó em um oásis, onde cresciam em abundância, figueiras, tamareiras, laranjeiras, videiras e cereais. Cidade muito antiga, que relata fatos bíblicos como Josué sucessor de Moisés que conquistou Jericó.

Emaús cidade pequena com acontecimento Evangélico narrado pelos Evangelistas "A caminho de Emaús".
Depois Belém cidade profética, onda nasceu Jesus, também chamada de "A cidade de Davi" E por último Betânia onde moravam Maria, Marta e Lázaro, amigos de Jesus.

Do outro lado do rio Jordão, cidades como Cesaréia de Felipe, Betsaida, Gerada, Gerasa, e na Peréia ao sul, as margens do mar Morto, erguia-se a fortaleza de Herodes Ântipas, onde foi decapitado João Batista.

Saindo Jesus de Jerusalém, com seus discípulos, caminharam por uma estrada poeirenta e iam chegando a um pequeno povoado.

E uma mulher chamada Marta, veio encontrar-se com Jesus e hospedou-o em sua casa que era modesta porém acolhedora.

Marta tinha uma irmã, chamada Maria. Esta, ficava sentada aos pés de Jesus, ouvindo seus ensinamentos com profunda devoção. Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada com muitos serviços. Então aproximou-se de Jesus e disse: Senhor, não te importas que minha irmã deixe que eu fique a servir sozinha? Ordene- lhe pois que venha ajudar-me.

Respondeu-lhe Jesus:

_Marta, Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário, ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a "boa parte" e esta não lhe será tirada.

Este povoado, chamado Betânia, era um lugarejo nas cercanias de Jerusalém, era lugar aprazível, e que Jesus gostava muito. Era para lá que se retirava, podendo com isso, sentir na amizade e carinho, das pessoas queridas, algum repouso e conforto.

Em Betânia, moravam os irmãos Marta, Maria e Lázaro que hospedavam a Jesus, oferecendo no seu modesto Lar, os misteriosos afetos do coração..

Depois de um dia de trabalhos e pregações no templo de Jerusalém, onde pregava o Evangelho do Reino, e de percorrer os bairros pobres da cidade baixa, distribuindo bênçãos e curando doentes, sentia o Mestre, desejo e necessidade de um lugar ameno, longe do burburinho da cidade inquieta. Era em Betânia que se refugiava. Sentia grande amizade pelos irmãos Marta, Maria e Lázaro. A casa simples e acolhedora, possuía um pomar de figueiras, e plantas ornamentais. Canteiros de verduras indispensáveis á mesa dos moradores. Legumes, tais como, vagens, lentilhas, pepinos e outros suculentos legumes e verduras que eram naturais, à fecundidade daquelas terras, de solo rico e bem abastado de fontes.

O mesmo se dava com os frutos e com as flores. O gosto do figo e das uvas eram excelente. Os canteiros das rosas, quando no balanço dos ventos brandos pareciam tocar a musica das cores. Havia ali, rebanhos de carneiros, de lã fofa, de cujo leite, eram fabricados queijos deliciosos.

E neste cenário de encanto e tranqüilidade, verdadeiro oásis no deserto das inquietastes atribulações de seu trabalho messiânico, que Jesus e seus discípulos, sentiam-se ditosos e reconfortados. Para ali se dirigia o Rabi e Pedro quase o levava nos braços, tão cansado estava. Nem todos os pobres se dispersavam, alguns ainda o seguiam.

Marta e outras mulheres, trabalhavam ao ar livre. Andavam a lidar no forno do quintal, na umidade de um dia de inverno, lavando roupa numa tina ou curvadas sobre o forno onde assavam pães, ou cozinhando lentilhas e verduras numa grande panela de barro. Seu corpo vestido de roupas grosseiras, as pernas vermelhas do frio e do calor do fogão, cabelos grossos e emaranhados do pó que as brisas traziam. E lá dentro está sua irmã Maria, cabeça velada por um véu caído e seus dedos tremem quando ela prepara o incenso que vai queimar para Jesus, e preparar-lhe a comida, aspargos ou espinafre, cosidos em fogo alimentado com os mais finos óleos. O rabi andava sempre de branco, como a escritura diz: "Fase que alva sempre seja a tua roupa e não falte óleo em tua cabeça".

Maria conservava em seu jardim um horto de plantas medicinais e plantas exóticas que produziam óleos e perfumes. Haviam flores e folhas secas que eram moídas e trituradas, distilada a sua substância e transformadas em óleos, perfumes e pomadas. Para tudo isso Maria se prestava, bem como conservar as lâmpada do velador limpas, e com óleo quando a noite se avizinhava. E desse modo, o trabalho pesado, bem como o do campo e o de dar de comer aos pobres, recaía sobre Marta e Sulamith.

Para Marta, não há um momento de folga. Se não está cozinhando, está lavando pratos.

Entretanto sua irmã, tem sonhos e visões do reino do Céu.

Ali na casa de Marta e Maria, sentado à mesa com seus discípulos e com os que havia curado ou consolado, o Rabi de palavra fulminante não é mais o centro de intermináveis disputas e sim o Rabi do perdão e da reconciliação, da paz e do repouso. Depois que lavou os dedos, abençoou o pão e sobre ele fez a sua prece ao nosso Pai do Céu, salgou o pão e distribuiu os pedaços em redor da mesa Depois pregou e que doces eram suas palavras:" Sê dois de vós" disse ele, " se tornarem um só aqui na terra, então tudo quanto pedirdes vos será dado pelo Pai do Céu" E se teu irmão peca contra ti, repreende-o; e se ele se arrepender, perdoa-o.

Na casa de Marta e Maria, alojavam-se outras mulheres vindas da Galiléia. Sulamith, havia sido rica. Vendeu o que tinha e o dinheiro deu ao tesouro comum. Ajudava no trabalho doméstico e sempre atarefada vivia ela, correndo tudo e dando ordens.

_Vós aí madraços! Pensai que porque o reino do Céu vem amanhã não tendes de varrer o chão hoje? Enquanto isso toca a trabalhar nos campos e ara-los até com o nariz se preciso for. E tu aí! Pretendes ficar deitado o dia inteiro? Sem fazer coisa alguma? Roda, roda! Vai juntar folhas secas, gravetos e estrume de vaca e põe-no a secar. Se não como posso acender o fogo?

E Sulamith erguia a voz até contra Maria, por vê-la como criança mimada do grupo. Porque a verdade era aquela: Os que aderiam ao Rabi eram tomados de uma estagnação e uma espécie de indolência Divina.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

"Américo e o 5º Mandamento"

Numa manhã de sábado, Américo e vários amigos jogavam um futebol animado, no campinho perto de casa.

De repente, Lúcia, sua irmã, chegou correndo:
- Américo! Mamãe está chamando para você ir à feira com ela.
- Já vou! Falou Américo meio aborrecido.
Seus colegas começaram a zombar:
- Chi! Você ainda está nessa? Ei, isso é para os velhos, disse um de seus amigos.

Américo, sendo um filho que respeitava as ordens de sua mãe, disse:
-É, mas preciso ajudar minha mãe.

- Olha a bola, Américo! - disse outro chutando a bola em direção a Américo, procurando distraí-lo e fazê-lo esquecer o chamado da mãe.

Mas desta vez, era a mamãe que o chamava:
- Venha logo, Américo!
O menino abandonou a brincadeira, um pouco envergonhado pela zombaria dos colegas.

Mãe e filho seguiram para a feira. Fazia muito calor. Ao atravessarem uma vilazinha meio deserta, D. Rosa, de repente falou baixinho:
- Américo, estou me sentindo mal...

Américo ficou assustado, amparando a mãe, que foi se sentando devagar na calçada.
O menino tocou a campainha de uma casa próxima, pedindo ajuda.

Levaram sua mãe para o pronto-socorro.
Depois de atendê-la, o médico disse:
- Se a senhora não tivesse sido atendida a tempo, poderia ter acontecido coisa pior.

No dia seguinte, quando Américo encontrou seus amiguinhos no campinho, eles gritaram logo:
- Como é, você vai à feira hoje também? Vai com a mamãezinha?
- Se mamãe precisar de mim, eu irei. Se eu não fosse com ela ontem, talvez agora eu não tivesse mais mãe.
Ouvindo o que Américo lhes contava, os colegas abaixaram a cabeça, envergonhados de suas brincadeiras


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"Jesus na Samaria"


Descendo Jesus de Jerusalém para Cafarnaum, seguido de alguns discípulos, nas suas habituais jornadas a pé, alcançou a Samaria*, quando o crepúsculo já se fazia mais sombrio.

( Nota: * Samaria- cidade sobre a montanha. Lugar escolhido pelo ponto de vista estratégico, econômico e urbanístico. De fato, agüentou o sítio dos assírios e só depois de três anos, foi conquistada. Daí seu nome Samaria (TORRE SEM GUARDA)

Felipe, André e Tiago, estando com fome, deixaram o Mestre a repousar junto de uma pequena herdade e demandaram o lugarejo mais próximo, em busca de alimento.

O Messias, olhando em torno de si, reconheceu que se encontrava ao lado da Fonte de Jacob. Envolvida nos revérberos do Sol que ia ceder lugar às sombras da noite que se aproximava, uma mulher acercou-se do antigo poço e observou que o Mestre lhe ia ao encontro com a bela e costumeira placidez do semblante, e lhe pedia de beber.
- Como sendo tu um judeu, me pedes um favor a mim, que sou samaritana?*

(Nota:* Havia uma inimizade ferrenha entre os judeus e os samaritanos naquela época. Os motivos eram vários. Religiosos, políticos e sociais. Depois da conquista da Samaria por outros povos, tornou-se até uma mistura de raças e crenças abominadas pelos judeus, que ao contrário dos samaritanos, era radicais quanto à raça e crença. Os samaritanos eram considerados à margem da sociedade (párias), sendo por isso desprezados.

Jesus descansou na interlocutora o olhar tranqüilo e redargüiu :
- Os judeus e samaritanos terão por ventura, necessidades diversas entre si? Bem se vê que não conheces os dons de Deus, porquanto se houvesse guardado os mandamentos divinos, compreenderias que te posso dar água viva.*

(Nota:* _ Serão as pessoas diferentes quanto às suas necessidades? Todos não sentem fome, sede, frio, calor anseios, alegrias, tristezas, dor, felicidade, etc?

- Bem se vê que és ignorante, não conhecendo os Dons de Deus – "Amor, Bondade, Justiça, Misericórdia, etc." Não Conhecendo os Dons de Deus não guardas os Mandamentos que resumidos são: AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO. Se guardasses os Mandamentos, compreenderias que te posso dar ÁGUA VIVA.)
- Que vem a ser essa água viva? – inquiriu a samaritana impressionada. Onde a tens, se a água aqui existente é apenas a deste poço? Acaso serias maior que nosso pai Jacob que nô-la deu desde o princípio?
- Mulher, a água viva é aquela que sacia toda sede: vem do amor infinito de Deus e santifica as criaturas. E envolvendo a samaritana no doce magnetismo de seu olhar, continuou: Este poço de Jacob secará um dia. No leito da terra em que agora repousam suas águas claras, a serpente poderá fazer seu ninho. Não sentes a verdade de minhas afirmativas, ante a tua sede de todos os dias? Não obstante levares cheio o cântaro, voltarás logo ao poço, com uma nova sede. Entretanto, os que beberem da água viva estarão eternamente saciados. Para esses não mais haverá a necessidade material que se renova a cada instante da vida. Perene conforto lhes refrescará os corações através dos caminhos mais acidentados, sob o sol ardente dos desertos do mundo...
A mulher escutava presa de funda impressão, aquelas palavras que lhe chegavam ao santuário do espírito com a solenidade de uma revelação.
- Senhor, dá-me dessa água* ! - exclamou interessada.

(Nota:* Essa água viva que sacia a sede do Espírito imortal que está acima de todas as coisas materiais e perecíveis. Com a desenvoltura espiritual, terminam todas as vãs paixões e necessidades fisiológicas, porque toda sabedoria, toda boa obra, todo bom pensamento , é alimento para o espírito e se constitui em água viva. Não podemos esquecer que Jesus falava do futuro espiritual, das moradas elevadas das coisas celestiais. Não falava das coisas e necessidades materiais urgentes da criatura encarnada, sujeita a todas as vicissitudes da vida terrena, necessidades que se renovam a cada instante. O conhecimento de todas estas coisas traz grande conforto e aplaina os caminhos mais acidentados e ardentes dos desertos do mundo. "ÁGUA VIVA É A VERDADE "- "CONHECEREIS A VERDADE E ELA VOS LIBERTARÁ"

- Mas ouve! - disse-lhe Jesus.
E o Mestre passou a esclarecê-la sobre fatos e circunstâncias íntimas de sua vida particular, explicando-lhe o que se fazia necessário para que a sagrada emoção do amor divino lhe iluminasse a alma, afastando-a de todas as circunstâncias penosas da existência material.
Observando que não havia segredos para Jesus, a samaritana chorou e respondeu:
- Senhor, vejo que és de fato um profeta.

Quando Jesus disse: "Vai, chama o teu marido", ela lhe respondeu:
- Não tenho marido.
Jesus respondeu:
- Isto o dizes em verdade, porque cinco maridos já tiveste e este com quem vives não é teu marido. Com o poder de ver no tempo e no espaço, pode o Mestre saber esta questão.

Continuou a mulher :
- Meu espírito está cheio de boa vontade e, desde muito, penso na melhor maneira de purificar minha vida e santificar os meus atos. Entretanto, é tal a confusão que observo em torno de mim, que não sei como adorar a Deus. Os meus familiares e vizinhos afirmam que é indispensável celebrar o culto ao todo Poderoso neste monte (Garizim). Os judeus nos combatem e asseveram que nenhuma cerimônia terá valor fora dos muros de Jerusalém. As discórdias nesta Região têm chegado ao cúmulo. Já que tenho a felicidade de ouvir as tuas palavras, ensina-me o melhor caminho.
O Mestre observou-a compadecido e exclamou:
- Tens razão. As divergências têm implantado a maior desunião entre os membros da grande família humana. Entretanto, o pastor vem ao redil para reunir as ovelhas que os lobos dispersaram. Em verdade, afirmo-te que virá um tempo em que não se adorará a Deus nem neste monte, nem no templo suntuoso de Jerusalém. Porque o Pai é Espírito e só em espírito deve ser adorado. Por isso venho abrir o templo dos corações sinceros para que todo culto a Deus se converta em íntima comunhão entre o homem e seu criador.
- Meu desejo sincero é adorar a Deus, mas como e onde? Tantas religiões, tantas divergências e discórdias...
Jesus explica que o santuário não é nos templos de pedra ou nas montanhas. A verdadeira adoração se processa no santuário do espírito e no coração. Deus é espírito e não habita um templo de pedra. É AMOR, é BONDADE, é JUSTIÇA. O verdadeiro culto a Deus é a comunhão íntima do Homem com o seu criador.

Suave silêncio se fez entre ambos. Daí a alguns instantes, acompanhados de grande número de populares, chegavam os discípulos, admirando-se todos de encontrarem o Messias em conversação íntima com uma mulher. Nenhum deles todavia aventurou qualquer observação menos digna ou imprudente.
A samaritana impressionada com as suas revelações, solicitou a presença de seus familiares e vizinhos, a fim de lhe ouvirem a palavra.
Tiago e André haviam trazido pão e frutas, insistindo com Jesus para que se alimentasse. O Mestre, porém, aproveitou o instante pra mais uma vez ensinar o caminho do Reino, com as palavras amigas, compondo parábolas singelas.
Muita gente se aglomerava para ouvi-lo. Eram viajantes que demandavam regiões diferentes, a par de grande grupo de samaritanos de opiniões exaltadas. A enorme assembléia se pôs a caminho, mas o Messias continuou espalhando as suas promessas de esperança e consolação.
Nesse ínterim, Felipe consultou os companheiros e, aproximando-se de Jesus, rogou-lhe carinhosamente:
- Mestre, por favor, aceitai um pouco de pão.
- Não de preocupes, Felipe – disse o Messias. – Não tenho fome. Aliás, recebo um alimento que talvez meus próprios discípulos ainda não puderam conhecer.
- Qual? – atalhou o apóstolo com interesse.
- Antes de tudo, meu alimento é fazer a vontade daquele Pai misericordioso e justo que a este mundo me enviou, a fim de ensinar o seu amor e a sua verdade. Meu sustento é realizar sua obra.
- É verdade – observou o discípulo, olhando a multidão que os acompanhava. Levaremos para Cafarnaum mais este triunfo, porque é incontestável que obtiveste aqui entre os samaritanos um dos nossos maiores êxitos.
Tiago e André ouviam silenciosos o diálogo.
Às palavras entusiásticas do apóstolo, o Mestre sorriu e acrescentou:
- Não é isso propriamente o que me interessa. O êxito mundano pode ser uma ondulação de superfície. O que necessitamos em todas as situações é atender o que o Pai deseja de nós. Como todo o seu apelo é o do bem, eu trabalho, mas sem me prender ao anseio das vitórias imediatas. Acaso já poderíamos admitir que somos compreendidos? Calemo-nos por alguns instantes a fim de ouvirmos a opinião dos que nos seguem os passos.
Fez-se silêncio entre ele e os três discípulos, de modo que podiam ouvir distintamente os diálogos travados entre os que os acompanhavam.
- Este nazareno é um explorador da piedade popular – dizia um samaritano.
- É certo – concordava o outro – porque em sua terra, não chega a valer um denário. Pelos parentes é tido como inimigo do trabalho.
- É um louco de boa aparência – dizia uma mulher idosa para a filha.
- Para mim é grande velhaco – dizia um rapaz – porque se meteu com pescadores quando alega ser tão sábio? Por que não se transfere para Jerusalém ou Tiberíades? Bem sabe a razão disso. Lá encontraria homens cultos, que lhe confundiriam a presunção.
- E não tem caridade – acrescentou outro – pois ainda há pouco tempo, quando o procuraram em Cafaraum para um sinal do Céu, fugiu para o monte, sob o protesto de fazer orações.
A noite começava a cair de todo. No alto brilhavam as primeiras estrelas. Jesus sentou-se com os discípulos, à margem do caminho, para um momento de repouso. André , Tiago e Felipe estavam espantados com o que tinham visto e ouvido. Aparentemente o Mestre aureolado de imenso êxito; entretanto, verificaram a profunda incompreensão do povo. Foi então que Jesus, com a serenidade de todos os instantes os esclareceu cheio de sua bondade imperturbável:
Não vos admireis da lição deste dia. Quando veio o Batista, procurou o deserto, nutrindo-se de mel selvagem. Os homens alegaram que em sua companhia estava o espírito de Satanás. A mim, pelo motivo de participar das alegrias do Evangelho, chama-me glutão e beberrão. Esta é a imagem do campo onde temos que operar. Por toda parte encontraremos samaritanos discutidores, atentos aos êxitos e referências do mundo. Observai a estrada para não cairdes, porque o discípulo do Evangelho não se pode preocupar senão com a vontade de Deus, com o seu trabalho sob as vistas do Pai e com a aprovação de sua CONSCIÊNCIA.



"PÁSCOA"


Era Jesus um lindo menino de nove anos, que além de ser muito bonito fisicamente, era também muito bonito espiritualmente.
À volta de sua cabeça, resplandecia uma luz branco-azulada de muito brilho.
Suas pequeninas mãos e seus pés eram delicados e seus olhos profundos e bondosos conquistavam todos quantos dele se aproximavam.

Nas brincadeiras de rua com os coleguinhas, era sempre gentil e usava as palavrinhas "mágicas" : obrigado, faça o favor, com licença, boa tarde, vá com Deus...
Nunca dizia qualquer palavra desagradável ou deselegante, sabia ser agradável e amigo sincero.

Companheiro dos pais , sempre passeavam juntos: Maria, José e Jesus.
Iam ao templo para as orações.
Era um prazer ver a sagrada família: Mamãe, Papai e o Filhinho.

José era carpinteiro e sempre que podia, procurava transmitir a Jesus todos os conhecimentos que possuía, especialmente da sua profissão: José fazia uma cadeira e Jesus fazia uma cadeirinha, José fazia uma mesa, Jesus fazia uma mesinha...
À tarde, quando as tarefas terminavam, Jesus recolhia as pequeninas sobras de madeira do chão para as brincadeiras de todo dia.
Enquanto isso, Maria, sua mãe, com fios de linha, formava novelos para fazer as roupas de casa e ficava encantada com seu filhinho tão lindo e tão bom.
Agradecia a Deus por isso.

"Jesus no Templo com os doutores"

Com pouco mais de nove anos, Jesus acompanhou seus pais a uma festa religiosa em Jerusalém. Entre a multidão de pessoas, perdeu-se de Maria e José.
Procuraram por ele todo o dia e foram encontrá-lo no templo, depois de terminadas as cerimônias religiosas.
Ali estava Jesus menino com todos os sábios e doutores da lei.
Eles estavam atônitos com os conhecimentos de tal criança que sabia tanto sobre Filosofia, Ciência e Religião.
Jesus conhecia de tudo.
Falava dos astros, do céu e das ciências da Terra com tanta sabedoria e tal precisão, que os velhos de barbas brancas arregalavam os olhos e diziam uns para os outros:
- "Mas de onde vem esse menino tão inteligente e sábio?"
Quando seus pais o encontraram, levaram-no para casa.
O tempo foi passando e Jesus tornou-se um jovem muito querido por todos.

Um dia, Jesus foi com sua mãe a uma festa de casamento; no meio da festa, Maria disse a Jesus:
- "Filho, não há mais vinho para os convidados."
Jesus mandou que os criados enchessem as jarras com água e então colocou sobre elas sua mão e as abençoou: a água se transformou e os convidados puderam saborear o mais gostoso e melhor vinho, como nunca houvera na região. Foi esse chamado o seu primeiro "milagre".
Jesus sabia lidar com os elementos da natureza e, atendendo à sua vontade, os elementos químicos transformavam-se segundo as suas ordens.

Jesus retirou-se para junto do mar, bem longe da cidade, para orar e a multidão o acompanhou.
Era quase meia noite e os discípulos pediram a Jesus que mandasse o povo embora, pois não tinham comida para alimentar a todos.
Jesus então juntou uns pedaços de pão que sobraram em um dos cestos e, abençoando-os mandou que os discípulos distribuíssem entre as pessoas que ali estavam; mais de cinco mil pessoas foram alimentadas.
Quem é que sabe fazer essas coisas?
Só mesmo Jesus...

Já que falamos dos discípulos, vamos dizer os nomes deles e como Jesus os buscou: Pedro, André, Tiago e João eram pescadores.
Mateus era coletor de impostos. Felipe e Bartolomeu, Thomé, Tiago ( filho de Alfeu ), Tadeo, Simão e Judas Iscariotes. Eram doze ao todo.
Eram grandes companheiros de Jesus, de quem receberam poderes para curar e ensinar.

Jesus era grande amigo das crianças e os pais levavam os filhos para que ele os abençoasse.
Os discípulos achavam que as crianças atrapalhavam e mandavam-nas embora. Mas "Jesus dizia: "Deixai vir a mim as crianças, porque delas é o reino dos céus".
Dizia ainda: - "Aquele não receber o reino de Deus como uma criança, jamais entrará nele". Gostava de aninhar os pequeninos no seu colo, contava-lhes histórias e atendia a todas as crianças com um sorriso amável.

Uma vez, uma mãe aflita procurou Jesus para que seu filho, ainda pequeno, fosse curado.
Dizia a pobre mulher que seu filhinho um dia caía na água, outra vez no fogo ou nas correntezas de um rio ou ainda nas profundidades de um precipício. Outras vezes era tomado de espíritos infelizes que o derrubavam no chão e o maltratavam.
Jesus, orando, chamando a si o menino, tocou-o com as mãos e expulsou dele os espíritos sofredores. O menino ficou curado.

Jesus sempre ia ao jardim das oliveiras para orar. Era o seu recanto predileto. A paz, a natureza, o oxigênio, das plantas, a quietude do lugar, ali lhe permitiam entrar em comunhão com Deus. Pedia forças para poder ser um bom Mestre.
Pedia a Deus a proteção para os viventes da Terra.

Mas as pessoas daquele tempo eram criaturas de pouca evolução e por isso maldosas e muito imperfeitas. E tudo o que Jesus dizia ou fazia escandalizava-as, principalmente aos sacerdotes e aos principais homens de Jerusalém, pois tudo para eles vinha de encontro aos interesses materiais. Jesus pregava a grandeza de espírito, a vida espiritual e o desapego às coisas materiais, o amor ao próximo.
Por exemplo, eles gostavam das aparências, eram apegados à letra, enquanto eles consideravam o Sábado sagrado, Jesus curava nesse dia; Jesus atendeu a pecadora que em lágrimas procurou-o e lhe disse: - "Quem não tiver nenhum pecado, que atire a primeira pedra".
Eles eram orgulhosos, injustos e ignorantes.
Mas o povo simples gostava dele. Os simples de coração, as criancinhas, os doentes, os atormentados e sofredores.
No Domingo antes da Páscoa, Jesus entrou triunfante em Jerusalém e o povo cobriu o caminho de tapetes e flores.
Jesus, montado em um jumento, atravessou as ruas de Jerusalém sob a alegria e satisfação do povo que o amava.

Jesus dizia aos seus discípulos que voltaria à vida, mostrando-se a seus amigos.
E isto realmente aconteceu.
Muitas pessoas viram Jesus envolvido em uma nuvem que foi subindo, subindo para o céu.
Antes de sua partida ele disse que gostaria que todos fossem morar com ele. Prometeu que guardaria um lugar para cada um bem pertinho dele.

Pediu entretanto para seus discípulos que continuassem em sua obra na bendita seara do bem. Pediu também que progredíssemos na estrada evolutiva e subíssemos todos os degraus da perfeição, ajudando-nos uns aos outros e amando-nos como ele nos amou.
A Páscoa significa ou quer dizer: Jesus voltando para a vida espiritual e eterna _ a verdadeira Vida!
E nós ficamos contentes e com bastante esperança em podermos confiar em Jesus, o nosso Mestre.
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sábado, 30 de março de 2013

Historia Bíblica: JOAS - O rei menino que ficou escondido

 2 Reis 11 - 1 ao 12


Assim que Atalia, a mãe do rei Acazias, soube da morte do filho, deu ordem para que todas as pessoas da família real fossem mortas. Mas o que ela não sabia é que Joás, seu neto, filho de Acazias, havia escapado.



Ele ia ser morto junto com os outros, mas foi salvo pela sua tia Jeoseba, que era filha do rei Jeorão e meia-irmã de Acazias. Ela levou Joás e a sua babá para um quarto do Templo e o escondeu de Atalia. Assim ele não foi morto.

Durante seis anos Jeoseba cuidou do menino e o conservou escondido no Templo, enquanto Atalia era a rainha.
Mas no sétimo ano o sacerdote Joiada mandou chamar os oficiais encarregados dos guarda-costas e dos guardas do palácio e disse que viessem ao Templo. Ali ele fez com que jurassem concordar com o que ele havia planejado fazer. Então lhes mostrou Joás, o filho do rei Acazias, e deu a eles as seguintes ordens:


—Quando vocês ficarem de serviço no sábado, a terça parte deve guardar o palácio; a outra terça parte deve ficar de guarda no Portão Sur, e a outra terça parte deve ficar no portão, atrás dos outros guardas. Os dois grupos que deixarem o serviço no sábado ficarão de guarda no Templo para proteger o rei.


Vocês devem guardar o rei Joás com as espadas na mão e ir com ele a qualquer lugar aonde ele for. Qualquer pessoa que chegar perto de vocês deve ser morta.
Os oficiais obedeceram à ordem de Joiada e levaram a ele os seus soldados, isto é, os que saíam do serviço no sábado e os que entravam de serviço no sábado.


Joiada entregou aos oficiais as lanças e os escudos que tinham sido do rei Davi e que haviam ficado guardados no Templo.
Ele pôs os soldados armados com espadas por toda a frente do Templo, para protegerem o rei.



Então Joiada levou Joás para fora, colocou a coroa na cabeça dele e lhe deu uma cópia da Lei. Aí Joás foi ungido e apresentado como rei. O povo bateu palmas e gritou: —Viva o rei! Pois todo o povo sofria muito com a má rainha Atália.
Agora o povo de israel seria novamente feliz.

A vida de Joás foi um milagre de Deus!


http://miriangalli.blogspot.com.br/2010/06/rei-joas-atividades.html

quarta-feira, 27 de março de 2013

D. Lídia - A vendedora de púpura

Texto base: Atos 16:12-15 - Adaptação: Lina

(PV 30:25) "As formigas não são um povo forte; todavia no verão preparam a sua comida;"

Às vezes, a gente nem vê as formiguinhas, de tão pequeninas que elas são, mas Deus as criou para que a gente aprendesse também com elas. Elas sabem usar o seu dom, trabalhando, construindo formigueiros, guardando comida.

Sabe... tem pessoas que a gente vê na Bíblia, que parecem como formiguinhas. A historinha delas é pequenininha, mas é muito importante aprender com essas pessoas. Mas essas pessoas tem um dom especial. Um talento especial e não desperdiçam aquilo que Deus nos deu.

Deus nos dá habilidades e é importante a gente saber usar sempre esse talento que Deus nos deu para engrandecer o nome de Deus.

E uma delas é Lídia.

Mas... quem era Lídia?

A sua historia está na Bíblia em poucas palavras, mas é muito linda a sua história.

Era uma vez uma mulher chamada Lídia.

Ela era muito boazinha e também ela era rica.

Puxa!!! Era rica???
Sim... sabe porque? Ela tinha uma casa muito grande e gostava de receber as pessoas em sua casa.

Dona Lídia era uma vendedora.

Sabe o que ela vendia?

Púrpura...

Mas... o que é púrpura???

A púrpura era uma tinta vermelha extraída de moluscos. Antigamente as pessoas não tinham roupas tão coloridas como a nossa. Eram sempre da mesma cor. E as pessoas enjoavam daquela cor. Então, descobriram que do molusco conseguia extrair uma espécie de tinta vermelha. Puxa!!! As pessoas ficaram contentes pois poderiam ter roupas vermelhas. Eba!!!

Mas... tinha um probleminha... Aquela tinta era muiiito cara. E só as pessoas ricas podiam compra-la, porque custava muiiito dinheiro.

Dona Lídia, vendia dessa tal púrpura para as pessoas. Ía nos palácios, conversava com os ministros, tesoureiros, príncipes e vendia a sua púrpura. E ela era muito inteligente... Sabia fazer as contas direitinho, e ninguém enganava ela. Por isso ela era muito respeitada aonde ela morava.

Mas... a Dona Lídia, não gostava de uma coisa, lá no lugar onde ela morava. As pessoas não acreditavam no nosso Deus criador de todas as coisas. Eles tinham vários deuses, e ficavam adorando aquelas imagens. Puxa... Dona Lídia não gostava daquilo, então ela decidiu a crer e temer somente no Deus dos judeus, que é o criador de todas as coisas.

Ali, na cidade de Filipos, que era onde Dona Lídia morava, tinha uma rio. E sabe o que ela gostava de fazer na beira daquele rio?

Será que ela ia pescar?

Não...

Ela e outras mulheres gostavam de ir na beira daquele rio para orar. Conversar com Deus. Pedir proteção de Deus... Agradecer a Deus.

E lá estava Dona Lídia, na beira daquele rio, quando de repente... Ele viu que alguns homens se aproximaram.

Ai... quem seria???

Seriam ladrões???

Quem poderia defende-las??? Só tinha mulheres ali... Mas elas confiaram em Deus. E quando aqueles homens se aproximaram. Elas perceberam que eram pessoas de bem.

Um deles, chamado Paulo, falou que o Deus criador de todas as coisas enviou o seu filho Jesus para morrer pelos nossos pecados.

Dona Lídia escutou atentamente. Nunca tinha ouvido aquilo. Para ela aquilo era novidade.

Paulo, também disse que Jesus morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou. E quem cresse em Jesus filho de Deus e fosse batizado, seria salvo.

Dna Lídia não pensou duas vezes.

Ela logo quis se batizar e depois foram as pessoas da sua casa. Foi uma festa!!!

Dona Lídia ficou feliz, porque agora tinha Jesus.

E assim, ela convidou aquele homem – que era Paulo e seus amigos para ficarem em sua casa, porque eles nem tinham onde dormir. E lá, Dona Lídia, deu comida para eles, e preparou-lhes um quarto bem confortável.

Eles foram embora, mas ali, naquele cidade onde Dona Lídia morava foi estabelecida a igreja de Filipos. Muitos daqueles homens que adoravam aqueles deuses estranhos que dona Lídia não gostava, se converteram e foram batizados em nome de Jesus. E assim o evangelho ali em Filipos foi crescendo e quem tomou a primeira decisão ali foi a dona Lídia, a nossa vendedora de púrpuras. Que tem uma historia tão pequena como uma formiguinha, mas que foi muito importante para a igreja de Jesus. Que soube usar a sua profissão, ganhando muito dinheiro e ajudando as pessoas.

A paz está em Jesus... Os amigos precisam conhecê-Lo

Certo dia quatro homens foram procurar Jesus. Eles carregavam um amigo que não podia andar. Aqueles homens sabiam que Jesus podia curar o seu amigo e lhe dar nova vida. Quando eles chegaramà casa onde Jesus estava tiveram um problema, o lugar estava tão cheio de gente que eles não puderam entrar. Eles queriam muito que seu amigo conhecesse Jesus, então pensaram muito e tiveram uma idéia.

Levaram o amigo até o telhado. Desceram o homem pelo buraco, bem na frente de Jesus. Quando Ele viu o homem doente descendo pelo telhado alegrou-se com a atitude dos seus amigos e disse: "-Levanta-te. Pegue a sua cama e vá andando para sua casa". O homem se levantou e andou, Jesus perdoou os pecados daquele homem. Todos que estavam na casa ficaram espantados. Eles louvaram a Deus pelo que viram.

Aquele homem doente não poderia ir se encontrar com Jesus, mas os seus amigos o levaram para conhecer Jesus. Então ele foi curado e teve os seus pecados perdoados. Muitos de nossos amigos precisam conhecer Jesus. Nós podemos lhe contar as histórias da Biblia e lhes falar da paz que Jesus pode lhes dar.

Jesus multiplica o lanche

Muita gente! É gente demais! É uma multidão! Homens, mulheres e crianças; todos andando sem parar. Quantos doentes, aleijados, tortos, alguns se arrastando... O que será que está acontecendo? "- Ei, onde vocês vão? perguntou o menino!" "- Não sabes? Vamos ver Jesus! Ele é maravilhoso". E andavam para o outro lado do mar da Galiléia. "- Jesus! Que nome doce! Eu também quero vê-lo!" E o menino correu. "Mamãe, mamãe, eu também vou ver Jesus! Ouça o barulho da multidão subindo o monte." "- Espere meu filho, vou fazer um lanchinho pra você." Mamãe pegou uma cestinha pra colocar cinco pães e dois peixinhos fritos. E sorrindo entregou pro menino. "-Obrigado mamãe!". E saiu correndo. "Eu quero ver Jesus!".
E a multidão estava lá no monte. E o menino, feliz, estava lá também. Ficou na pontinha dos pés, esticou o corpinho e viu Jesus. Ele queria chegar mais perto. Jesus falava e todos ouviam, eram mais de cinco mil pessoas. Todas estavam sentadas na grama verdinha! Mas foi ficando tarde e ali era um lugar distante de tudo. O povo estava com fome. E agora?
Jesus percebeu e falou: "- Felipe, onde vamos comprar pão para eles?" André ouviu, olhou ao redor e viu um menino com um lindo sorriso, segurando sua cestinha com o lanchinho. "- Jesus, há aqui um menino que tem cinco pães e dois peixinhos". Poxa! Que alegria para o menino! Seu coração estava batendo forte quando Jesus pediu seu lanchinho... E Jesus levantou os olhos para o céu e abençoou aquele lanchinho! Depois deu aos discípulos distribuirem para multidão. Mas os pães não acabavam... Iam se mutiplicando. Todos comeram o quanto quizeram. Depois Jesus mandou recolher o que sobrou. Sabem quanto foi? Doze cestos cheios. Aconteceu um verdadeiro milagre!
O menino dessa história deu o que tinha para Jesus. Ele podia ter dito: "É tão pouquinho!". E você? O que pode dar a Jesus? Assim como aquele menino deu o lanche para Jesus, você também pode dar alguma coisa. Que tal o seu coraçãozinho? Fale pra Jesus entrar e fazer morada nele agora mesmo!

segunda-feira, 25 de março de 2013

O bom Samaritano

Faz muito, tempo mesmo ,um homem viajava a pé, por uma estrada perigosa que atravessava um deserto. Depois de andar e andar, o viajante estava muito cansado. De vez enquanto pensava em parar um pouquinho para descansar. Mas ele tinha medo, porque era perigoso passar sozinho por aquele caminho. De repente apareceu uns homens. "- Ah! Estou em perigo! Parece que aqueles homens são ladrões. Como sair desta?" - pensou muito aflito! Não houve tempo pra mais nada. Os ladrões correram em sua direção e lhe deram uma surra daquelas. "-Tenha dó de mim!" - gritava! "-Nada disto." - responderam - "Queremos seu dinheiro!".

Em seguida, os homens maus fugiram, deixando-o quase morto. Não demorou muito, um homem todo empinadinho vinha pela mesma estrada. Quando viu o pobre homem caído no chão, pensou: "Hi! este ai está mal mesmo... Não vou perder tempo com este miserável . E continuou sua viagem. Logo depois, apareceu um homem que era muito ativo na sua igreja. Chegou bem pertinho do ferido, deu uma olhadinha em seus ferimentos e disse: "Este coitado até que merece ajuda. Sei que é meu dever ajudá-lo, mas este trabalho não é nada bom. Ah antes eu tivesse vindo por outro caminho! Assim eu não me sentiria culpado". E da mesma maneira nada fez pelo ferido. E se foi.

Os minutos se passaram, e a situação do ferido piorava cada vez mais; o sangue corria-lhe pelo corpo .Nesse momento, vinha outro homem que nem era do país do ferido. Ao vê-lo no chão, ficou triste e preocupado ,e teve muita pena! Desceu do animal e com muito carinho limpou as feridas do coitado! Então teve uma ideia maravilhosa! "- Vou levar este pobre homem para um lugar mais seguro, onde possa receber melhor tratamento. Não posso deixá-lo aqui." Em seguida, pôs o homem sobre seu animal e, com muito cuidado e dificuldade, guiava, o jumentinho e ao mesmo tempo protegia com as mãos o ferido para que não caísse. Depois de muito caminhar ,chegou a uma hospedaria.Então disse ao dono da hospedaria: "- Encontrei este homem quase morto. Agora quero que o senhor cuide bem dele. Por favor faça tudo que puder. E, quando eu voltar, pagarei todas as despesas." Montou em seu jumentinho e continuou sua viagem, enquanto pensava:"É verdade, atrasei distante minha viagem. Mas não faz mal, pois eu cumpri meu dever. Hoje posso dormir sossegado".

Essa história foi contada por Jesus, quando estava aqui na terra. Você pode lê-la na Biblía em: Lucas 10:30 a 35.

O príncipe aleijado

Era uma vez um lindo príncipe que tinha cinco anos de idade. Este príncipe chamava-se Mefibosete. Que nome comprido para um menino tão pequeno! É quase certo que sua mãe o chamava de nenê. Este nenê morava num lindo palácio. Seu pai era o príncipe Jônatas. O avó de Mefibosete chamava-se Saul. Mefibosete brincava o dia todo no jardim do palácio. No palácio havia muitos criados, cozinheiros, zeladores e também uma babá que cuidava de Mefibosete. Ela era muito carinhosa , à noite ela contava histórias até que ele dormisse.

Um dia, o pai e o avó de Mefibosete foram à guerra; lutar com uns homens maus... Mas imagine só o que aconteceu! Um dia depois que o papai e o vovô de Mefibosete saíram para guerra, chegou um homem correndo no palácio disse á babá:

- Depressa! Depressa! Pegue o menino e fuja. Os homens maus mataram Jônatas e Saul e estão vindo pra matar o princípe!

Como a babá ficou assustada! Pegou Mefibosete, e saiu correndo do palácio! Queria levar o princípe para um lugar seguro! Como ela estava correndo, não viu uma pedra e PLAF! Caiu com Mefibosete, pobrezinho! Mefibosete chorava porque doía o pé. A babá levantou e continuou correndo. Por fim chegaram na casa de uns amigos. Agora sim aqueles homens maus não podiam fazer nada a Mefibosete. Mas, coitadinho de Mefibosete, quando queria andar o pé doía muito.

Os anos se passaram e ele se tornou um homem. O pé continuou tendo problemas. Posso dizer-lhes que quando andava ele mancava. Imaginem como era dificíl andar! E ele que também não podia trabalhar. Mas um dia aconteceu uma coisa muito bonita. No país de Mefibosete havia um rei muito bom. Esse rei chamava Davi. Embora o rei Davi e o pai de Mefibosete tivessem sido bons amigos, ele não sabia de nada disso. Certo dia, o rei se lembrou do amigo Jônatas. Pensando nele veio-lhe uma idéia. O rei chamou um de seus empregados e perguntou:

- Sabe você se meu amigo Jônatas tinha algum filho?

O empregado então contou ao rei que sim. Jônatas tinha um filho que se chamava Mefibosete. Contou-lhe também que ele não podia andar direito por ser aleijado.

- Procure o filho de meu amigo e traga-o ao palácio - ordenou o rei.

Assim Mefibosete arrastando a perna chegou ao palácio. Ia ver Davi. Pobre Mefibosete! Como estava com vergonha! Aproximou-se do rei Davi e o cumprimentou com reverência.

- Não tenha medo Mefibosete! - disse o rei Davi - Não vou lhe fazer nenhum mal. Teu pai e eu éramos muito amigos. Tu passarás a morar no palácio e comerás comigo todos os dias.

Vocês podem imaginar o quanto Mefibosete ficou contente? Mas havia uma pessoa que estava mais contente que Mefibosete e Davi. Era o Papai do céu. E Davi demonstrou sua gratidão para com Mefibosete, ele ajudou o filho de seu melhor amigo. E você amiguinho, já ajudou alguém? Algum coleguinha? A mamãe e o papai? Devemos ser bondosos para com os outros. O Papai do céu fica feliz! Você sabia que Jesus é o nosso melhor amigo? E Ele está sempre pronto a nos ajudar!

http://historiaspravoce.blogspot.com.br/2008/01/o-prncipe-aleijado.html