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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

A HISTÓRIA DE DUQUE

- Vocês gostariam de ouvir o meu cavalo falar? perguntou o Sr. Oliveira, por cima da cerca dos fundos, para os três meninos que tinham se mudado recentemente para aquela vizinhança e estavam brincando num terreno vazio ali perto. - Oh, sim respondeu Tony, e todos os três vieram correndo. O Sr. Oliveira abriu o portão e deixou que eles entrassem na estrebaria. O Sr. Oliveira era um dos bons policiais da cidade. Ele gostava muito de meninos e também gostava muito de cavalos. Os meninos tinham visto seu bonito cavalo branco bem na frente de um desfile. Eles gostavam de ver o Sr. Oliveira escovar o Duque, e pentear o seu rabo e sua crina. Ele trazia uns dois ou três baldes de água morna e lavava Duque por inteiro. O cavalo ficava parado em pé, olhando ao redor de vez em quando. Se fosse um desfile muito especial, o Sr. Oliveira também dava polimento nos cascos de Duque. Depois pegava uma sela muito limpa e brilhante que com todo cuidado colocava em cima do cavalo, e gentilmente, mas com firmeza amarrava o cinturão. O Sr. Oliveira sempre usava sua roupa de montaria camisa amarela e calça marrom. Também usava um chapéu marrom. O chapéu era tão grande que parecia um sombreiro mexicano. Ele também tinha espora brilhante, mas muito raramente as usava. Nas grandes paradas, a melhor banda normalmente estava bem atrás de Duque e do Sr. Oliveira. Duque havia sido treinado para saber o que fazer quando o Sr. Oliveira batesse no seu lado ou puxasse as rédeas. Ele podia marchar e marcar o tempo da música. Algumas vezes ele parava prestando atenção por uns minutos. Ele podia se sustentar em suas patas traseiras e levantar as patas dianteiras como se fosse um cachorrinho ensinado. Muitas vezes ele balançava a cabeça impaciência, e andava de um lado para o outro, ansioso para mostrar o que realmente sabia fazer. Quando a banda começava a tocar uma marcha alegre, ele podia marchar e mover a cabeça no compasso da música, no tempo perfeito. Neste dia especial, o Sr. Oliveira queria mostrar para os meninos que seu cavalo podia fazer alguma coisa mais do que marchar no tempo da música, como fazem os soldados. - Vocês sabiam que o meu Duque pode falar? começou a perguntar logo que fechou o portão. Os meninos arregalaram os olhos e prestaram atenção. - Eu nunca ouvi um cavalo falar disse Frederico - Bem, o Duque fala disse o Sr. Oliveira. Você não será capaz de ouvir, mas poderá ver como me responde. - Como é isto? todos perguntaram de uma só vez. - Ele pode escrever? perguntou Daniel, porque uma vez tinha visto um cavalo pegar um lápis com seus dentes e fazer números. - Vou fazer umas perguntas para ele disse o Sr. Oliveira. Duque, você já tinha visto estes meninos antes? ele começou. O cavalo começou a mover sua cabeça para cima e para baixo, de maneira a dizer Sim . - Algum deles jogou pedras em sua estrebaria? Novamente Duque moveu a cabeça para cima e para baixo. Os meninos se lembraram de que haviam jogado pedacinhos de madeira, cascas e também pedras, através da cerca para ver Duque correr, e ficaram felizes porque o Sr. Oliveira não olhou para suas caras de culpados. - Você gosta disto, Duque? perguntou o Sr. Oliveira. O cavalo balançou fortemente a cabeça de um lado para o outro. - Eu sei que vocês gostam de Duque tanto quanto eu. Vocês não quiseram machucá-lo. Se ele tivesse ficado assustado por causa da pedra, poderia ter se jogado contra a cerca e quebrado a perna, ou ter furado um olho, poderia ter rompido a cerca e corrido para fora disse o Sr. Oliveira. - Nós não jogaremos mais nada contra ele novamente disse Daniel. Não pensamos que poderíamos machucar o Duque, somente pensamos que seria divertido ver como ele pulava e corria. - Não haveria nenhum outro cavalo que liderasse a parada se ele tivesse fugido acrescentou Frederico pensativamente. Tony estava pensando em uma coisa muito dura. - O senhor teria que dar um tiro nele se por acaso tivesse quebrado uma perna, teria que matá-lo, não teria, Sr. Oliveira? O Sr. Oliveira baixou a cabeça, enquanto trazia uma forte caixa de madeira que colocou na frente de Duque. O cavalo colocou suas patas em cima da caixa. Então ele levantou a pata direita e dava a mão a cada menino quando lhe davam um pequeno torrão de açúcar. Tony, Daniel e Frederico vão à estrebaria de Duque cada dia. Mas vocês podem estar certos de que não jogam mais pedra. Mas eles ainda estão admirados de como Duque sabia responder Sim ou Não às perguntas do Sr. Oliveira. Por que vocês acham que os meninos jogavam pedras em Duque? Vocês acham que eles sabiam que era errado? Por quê? A que mandamento ou regra estavam desobedecendo quando eram maldosos para com o cavalo? Será que eles imaginavam o que poderia acontecer ao cavalo quando jogavam pedras nele? O que vocês imaginam que os meninos estavam pensando quando apertavam a mão (pata) de Duque?

sábado, 21 de janeiro de 2017

A RESPOSTA DE DEUS


Durante a guerra, grandes aviões com sua carga mortal sobrevoaram a Áustria. Milhares de casas foram destruídas, fábricas incendiadas e a Capital passou por grande aflição. Inúmeras famílias foram deixadas sem lar, como só acontece quando há guerra. Gene e Maria chamemo-los assim, voltaram um dia da escola para casa apenas para descobrir que não somente a casa tinha sido destruída pelas bombas, mas tanto o pai como a mãe haviam sido mortos. Os vizinhos os levaram, com muitas outras crianças sem lar, para o grande orfanato da cidade. Bem podemos imaginar a tristeza e a amargura daquelas pobres crianças. Contudo, não esqueceram os ensinamentos dos pais e muitas vezes ao encontrarem-se no vestíbulo do orfanato, cruzavam as mãozinhas e oravam ao Pai celeste. Não sabiam o que o futuro lhes reservaria.


Um dia foi anunciado que um país vizinho se oferecia para arranjar lares para muitas daquelas crianças. Todos estavam excitados e felizes no dia da partida. Gene e Maria saíram felizes com seus poucos pertences debaixo do braço e entraram no ônibus que os havia de levar até a estação, onde tomariam o longo trem sibilante. Seria sua primeira viagem de trem. Centenas de crianças seriam levadas da pátria para um país estranho, onde deveriam encontrar novos lares – novos papais e novas mamães.


Quando soou o apito, o trem começou a movimentar-se, ganhando velocidade. Logo cortava os campos com rapidez enquanto ansiosos olhinhos perscrutavam cenários que nunca seriam esquecidos. Gene e Maria, contudo, não estavam demasiado ocupados para poderem cruzar de vez em quando as mãozinhas e curvar as cabecinhas para uma oração: “Querido Jesus, Tu sabes que perdemos nosso papai e nossa mamãe: dá-nos, por favor, um novo lar. Não permitas que sejamos separados e envia-nos para o lar conveniente”.


Logo o trem diminuiu a velocidade e parou numa estação. Crianças e mais crianças emergiram dos superlotados carros e fizeram filas na plataforma. Muita gente da cidade ali estava, a fim de escolher uma criança e adotá-la. Aqui e ali uma era escolhida por ansiosos casais que fitavam aqueles orfãozinhos de um país estranho. Aqueles rostinhos tristes se voltavam para cima para verem seus novos pais. Os que sobravam voltavam para o trem e viajavam para a próxima cidade.


O dia inteiro repetiu-se a cena, enquanto o grande trem, hora após hora carregava aqueles pedacinhos da humanidade para novas aventuras. De quando em quando Gene e Maria repetiam a oração para que de qualquer maneira Deus encontrasse para eles o devido lar.


Estava quase escuro quando o trem parou outra vez numa grande estação. Gene e Maria separavam-se ao descerem do trem para a fila, onde, conforme pensavam seriam passados por alto, como tantas vezes já havia acontecido antes.


Essa manhã, em certa cidade, um casal adventista do sétimo dia estava fazendo o culto quando uma batida na porta anunciou a chegada do jornal matutino. Depois de terminado o culto passaram os olhos pelo jornal para lerem as manchetes: “Trem de crianças austríacas chega esta noite”, foi o que lhes atraiu a atenção. A bondosa senhora olhou para o marido e disse: “Querido, esta é a nossa oportunidade de conseguirmos o menino que há tanto tempo você deseja”.


O marido respondeu com um sorriso: “Não, querida, você sempre desejou uma menina e não quero ser egoísta. Enquanto vou trabalhar, você vai à estação e, quando o trem chegar, escolha uma linda menina de cabelos crespos, para nós”.


Por algum tempo estiveram considerando se devia ser menino ou menina. De uma coisa estavam convictos: que só poderiam cuidar de uma criança. Existia no coração de ambos uma simpatia especial pelos austríacos, pois ambos tinham parentes na Áustria. Finalmente chegaram á conclusão de que adotariam um menininho que tivesse cabelos crespos, ombros largos e se parecesse com o pai adotivo.


Quando o trem parou em sua cidade aquela noitinha e as centenas de crianças fizeram fila para procurar novos pais, a Sra. Bergman estava lá. Andou avidamente de um lado para o outro, contemplando os rostinhos magros e tristes das pequenas vítimas da guerra. Podia ler a história de desapontamento, desolação e fome em muitas faces. Afinal notou um rapazinho que parecia ter as feições procuradas, ombros largos, cabelos crespos e ar tranqüilo e calmo. Havia algo nele que atraiu a atenção. Parecia-se com alguém que ele já tinha visto antes. Aproximou-se dele com um sorriso:


Você quer vir para a nossa casa? Temos um balanço no quintal e nenhuma criança para brincar nele. Eu gosto de homenzinho como você. Você vem comigo? 


Gene continuou ereto e impassível. Afinal respondeu com sua vozinha fina:


- Sim, eu gostaria de ir com a senhora e brincar no balanço, mas tenho uma irmãzinha e queremos ficar juntos.


Sua vozinha tremeu um pouco na última palavra e lágrimas brilharam nos olhos.


- Oh, mas sua irmãzinha terá acolhida em outra parte! Nós só podemos ficar com um, rogou a Sra. Bergman.


- Mas nós pedimos a Jesus que nos mandasse para a mesma casa e temos certeza de que Ele terá um lugar onde poderemos ficar juntos, pois perdemos nosso pai e nossa mãe, disse o pequeno, num soluço.


O coração da senhora ficou tocado. Ali estava um menino que cria em Deus e cria que Ele havia de responder à sua oração. Respondeu rapidamente: - Onde está sua irmãzinha? Vá buscá-la, para eu vê-la.


O pequeno correu, procurando-a na fila, e voltou em seguida com ela pela mão. Ambos pararam, fitando a bondosa senhora com olhar súplice.


- Aqui está ela, disse Gene com um sorriso.


Lágrimas assomaram aos olhos da senhora enquanto sentia um nó na garganta. Que injustiça estaria praticando ao separar aqueles irmãozinhos, únicos sobreviventes daquela família destruída pelo bombardeio! Convenceu-se de que devia aceitar os dois. Olhando-os intensamente, disse: - Bem, queridos amigos, não sei o que meu marido dirá, mas vou levar vocês dois. Venham comigo e logo chegaremos em casa.


Com exclamações de alegria eles disseram adeus aos companheiros e logo se perderam no meio da multidão, seguindo sua nova mãe até o auto lá embaixo, na estação. Poucos depois estavam sentados na sala de uma boa e ampla casa, esperando algo para comer.


A Sra. Bergman estava na cozinha preparando alguma coisa para os famintos aditamentos de sua família. Com os olhos bem abertos, os pequenos olhavam tudo o que havia na casa. Realmente estavam contentes de estar nesse novo lar, mas ainda um pouco receosos do futuro. De repente Gene apontou o dedo magro para o retrato de uma mulher que estava sobre o piano.


- Veja, disse ele à Maria, parece...


- Não pôde continuar, um soluço embargou-lhe a voz e ambos começaram a chorar. Não podiam controlar as emoções.


Quando a Sra. Bergman ouviu os soluços, veio correndo para ver o que havia. – Que é que vocês têm? Que aconteceu? Vocês não estão satisfeitos aqui? Exclamou ela.


- Sim, disse a menina por entre lágrimas, estamos contentes.


- Então por que estão chorando tanto? Perguntou ela.


Logo que se acalmaram um pouco, olharam para a face maternal da Sra. Bergman e apontaram para o quadro sobre o piano. A senhora, fitando o retrato, disse: - Sim, é minha irmã. Porque vocês choram ao ver essa fotografia?


A menininha soluçou: - Essa é minha mãe!


Então a Sra. Bergman concluiu que sua irmã, que fazia anos havia ido para a Áustria e dela não tinha notícias já havia quatro ou cinco anos, teria sido morta no bombardeio. Depois de considerável interrogatório, ficou convicta de que estes eram realmente os filhos de sua irmã.


Oh, que alegria houve naquele lar e que gratidão por Deus ter ouvido as orações daquelas crianças deixadas sem lar! Compreenderam que há um Deus que ouve e responde de modo maravilhoso às orações.




A VINGANÇA DO INDÍGENA


Era um fim de verão, faz muitos, muitos anos, na América do Norte. Fazia meses que não chovia, e o sol castigava a terra sem piedade, de maneira a secar os córregos e riachos, ficando só os rios de maior volume d’água.


Um jovem alto, esbelto, chamado Daniel Wilson, trabalhava perto de seu rancho, localizado numa curva em que os campos se encontravam com a imensa floresta. Era o único homem branco, muitas e muitas léguas separado dos demais, e a esposa dele era a única mulher branca naquele lugar.


Por um trilho que vinha da floresta para o campo, apareceu um indígena de estatura elevada e de aspecto nobre. Porém andava como que cansado, movimentando-se irregularmente, e em seu rosto se observavam traços de doença e de quem estava muito sedento. Ao se aproximar do rancho, hesitou, por um momento, e depois se aproximou do homem branco.


“Estou muito sedento; pode fazer o favor de me dar água para beber”, disse ele.


“Vá embora”, foi a áspera resposta. “Não dou coisa alguma a indígenas”.


A descortês e violenta atitude do homem branco feriu profundamente o orgulho do selvícola, mas, como estava para morrer de sede, mesmo em desespero, suplicou de novo: “Não posso mais andar. Tenha a bondade de me arranjar água para beber!”.


“Desapareça daqui! Não quero conversa com bugres”, foi à resposta, ainda mais violenta do que a primeira.


O indígena, o exausto pele vermelha, pouco a pouco se foi virando, para partir, mas seus olhos demonstravam o desejo intenso de vingança. Vagarosamente seguiu pela estrada do campo, até penetrar na mata densa, em direção de sua aldeia.


A jovem esposa do homem branco tinha ouvido a súplica insistente do homem das selvas, assim como a cruel recusa do marido. Ficara comovida e confusa. Quando o índio se retirava lentamente, sem poder andar direito, ela foi observá-lo da janela. Quando o trilho por que andava descia, para se encobrir mato adentro, a mulher viu o caboclo parar, trêmulo, cambaleante, e cair estendido no chão.


De repente apanhou um vaso d’água, um bule de leite e um bom pedaço de pão e, como o marido estivesse do lado oposto, saiu sem ser vista para acudir aquele pobre índio. Temia que estivesse morto. Chegando lá, porém, ao local, verificou que ele havia desfalecido em conseqüência da exaustão e da sede. Com a água fresca que levara e com palavras de simpatia, conseguiu fazê-lo voltar a si. Deu-lhe de beber e alimentou-o. Pediu, então, que não levasse em conta as palavras grosseiras do marido. Refeito, dentro de pouco tempo estava ele em condição de continuar a viagem. Antes, porém, de partir, tirou uma das penas brancas que trazia na cabeça e entregou-a, dizendo:


“Minha bondosa senhora, receba esta pena. Quando seu marido estiver caçando, peça-lhe para usá-la, para que possa escapar com vida. Eu havia planejado voltar e matá-lo. Por sua causa, no entanto, não farei isto. Se ele cair nas mãos de outros de minha tribo, só escapará se estiver com esta pena”.


Ao concluir estas palavras, com um porte elegante seguiu pelo restinho do trilho e desapareceu na vastidão da floresta.


Passaram-se três anos. Outros colonos se estabeleceram naquele mesmo distrito. Perto do fim do inverno, quando a alimentação estava ficando bastante escassa, os homens se organizaram e saíram num grupo para caçar. Antes de saírem, a esposa do homem que havia sido muito, muito grosseiro para com a pele vermelha, três anos atrás, pediu-lhe que usasse a pena branca do índio na lapela de seu paletó, repetindo-lhe as palavras do selvícola quando o fora socorrer. O marido riu-se, zombando da preocupação e do medo da esposa, e não queria usar a pena. Por fim, dada a insistência da mulher e para satisfazê-la, pregou-a no paletó e saiu.


As caças estavam raríssimas. Não aparecia o que matar. Andaram e andaram, mato adentro, mais longe do que haviam imaginado. O sol descambava no poente. Todos estavam procurando matar um lindo veado, tomando posição aqui e ali, correndo para mais adiante, sem se darem conta do tempo que corria também. Daniel Wilson ficara atrás dos companheiros, procurando endireitar os sapatos que o estavam maltratando bastante.


Quando ficou pronto, já estava escurecendo a noite. Apressou-se, correndo e buscando ver que direção haviam tomado os outros. As trevas, mo meio da floresta, não permitiam mais que visse as saídas. Era difícil andar. Estava perdido. Pensou que poderia ouvir os companheiros: assobiou, gritou, e nada. Pelejou e pelejou, até se convencer de que não havia outra coisa a fazer, a não ser permanecer a noite inteira na floresta e aguardar o amanhecer do dia.


Nisto, percebeu como que vultos erguerem-se ao seu redor. Poucos momentos, e estava ele nas mãos de um grupo de índios que pareciam selvagens. Amarraram-lhe as mãos e fizeram com que ele andasse á sua frente. Cansado, mas obrigado a caminhar mais e mais, horas e horas. Depois, todos de novo a caminho.


No dia seguinte chegaram à aldeia, na floresta, perto de um lago. Cabanas altas e de topo pontiagudo, mulheres e crianças, fumaça de fogo de cozinha, tudo indicava ser de grande importância àquela taba.


O aflito homem branco foi levado a uma cabana desocupada, ficando lá sob a guarda de dois bravos jovens. Era já tarde. O sol descia no ocaso. Ouvem-se rumores entre os selvícolas. Chega outro grupo de guerreiros, com o chefe à frente, um homem alto, de boa aparência, trazendo suas penas e com as pinturas que usam na guerra.


Contaram-lhe da captura do homem branco e ele foi vê-lo. Logo que viu a pena branca, reconheceu o cativo, o homem que, anos atrás, se havia negado de socorrê-lo, mal-tratando-o sem piedade.


“É muito feliz em estar usando a pena”, disse o chefe indígena. “Se não fosse isto, você seria morto esta noite. Por causa de sua esposa, que me tratou com bondade, prometi poupá-lo quando caísse em meu poder. Por que os homens brancos não são bondosos para com os irmãos de pele -vermelha? Os pele-vermelha só matam os brancos quando se vingam de qualquer crueldade de que foram vítimas.


“Agora irei levá-lo de volta a sua casa. Eu mesmo vou acompanhá-lo. Primeiro, porém, você precisa comer e descansar”.


Ao se retirar o chefe, dois jovens trouxeram-lhe comida e uma pele sobre que se deitar, para passar bem o resto da noite. E, cumprindo a promessa, de manhã, bem cedinho, aquele valoroso chefe indígena veio e saiu com o homem branco. Caminharam léguas e léguas, através da floresta, até chegarem ao ponto em que a mata termina e começa o campo. Nesta longa viagem, Daniel Wilson aprendeu a respeitar e a admirar o homem cuja honra salvou o inimigo cativo, em seu poder.



A EXPOSIÇÃO DE FLORES DE GUILHERME

Guilherme, um dia, foi com sua escola visitar uma exposição de flores. Era muito divertido sair com os professores e com as outras crianças. Guilherme deu a mão para seu melhor amigo e para algumas outras mamães, e os professores também estavam ali junto com eles. Quando voltou para casa, Guilherme contou para a mãe tudo o que tinha visto na exposição de flores. Ele contou que tinha visto flores azuis, flores cor-de-rosa, e flores amarelas. Havia muitas flores, tipos diferentes, eram tantas que Guilherme não pôde ver tudo. Guilherme estava tão excitado que quase não podia parar de falar. A mamãe ficou feliz em ver que Guilherme gostava de flores. E ela disse: - Guilherme, estou contente porque você gosta das flores, porque algum dia nós vamos a um lugar onde existem flores muito mais bonitas do que as que você viu hoje. - Onde, mãe? Onde? Eu quero ir – disse Guilherme feliz, pulando, pronto para ir ali. - Não é agora, Guilherme – disse a mamãe. – Logo Jesus vai voltar para nos levar a um lugar maravilhoso, chamado Céu. Lembra que estudamos sobre o Céu na lição da Escola Sabatina. Lá vamos ver lindas flores como as que você viu hoje, e além disto, haverá outras coisas bonitas. Lá vai haver bonitos pássaros que cantam, e animais com os quais poderemos brincar. Além disso, todos vamos ter uma coroa brilhante para usar. Vai ser maravilhoso ir para o Céu. E Jesus vai estar conosco lá. Ele vai nos dizer o nome de todas as flores, também vai fazer com que elas cresçam. Eu quero ir para o Céu, você também quer? - Sim, mamãe, eu quero ir para o Céu. Quero ver as flores, quero usar uma coroa, e principalmente, quero ver a Jesus – disse Guilherme para sua mãe. Eu também quero ir, e vocês? Que coisas Jesus criou que vocês gostam hoje? Vocês acham que elas serão ainda melhores quando estivermos lá no Céu? De que maneira? maneira?

A BOA IDÉIA DE SUZANA


A história que segue mostra como Suzana escolheu fazer o que agrada a Jesus.
    Suzana olhou alegremente ao seu redor e para os pequenos convidados. – Faço sete anos hoje! Disse ela. Dentro de um ou dois minutos abrirei meus presentes de aniversário. Então encontrarei o relógio de pulso que o papai e a mamãe prometeram dar-me, quando eu fizesse meu sétimo aniversário!
     Suzana desatou fitas azuis, fitas amarelas, fitas cor-de-rosa – um verdadeiro arco-íris de fitas. Quão interessante era ter uma festa de aniversário!
- Trouxe-te um jogo para limpeza de casa de verdade! E Leti sorriu para Suzana, enquanto os negros cachos lhe dançavam pela face. – Olha, Sue! Leti ajudou Suzana a desembrulhar o pequenino esfregão para a limpeza do pó, o vidrinho com óleo para a limpeza de móveis, e foi Leti quem colocou em Suzana o lindo aventalzinho estampado de flores alegres. Até havia um pequeno espanador, e uma vassoura!
- Você agora pode arrumar seu próprio quarto, Suzana, disse-lhe a mãe, sorrindo.
    Suzana acenou com a cabeça.
Ajudar a mamãe agora seria coisa realmente bem interessante.
    Tinha somente mais um presente a desembrulhar e esse devia ser o relógio de pulso. Havia numa caixa cor-de-rosa e prateada. Havia realmente um relógio! E aí Suzana viu Nete, com seu engraçado narizinho chato, espreitando pelos vãos da cerca. Neti parecia estar fazendo o possível para não chorar! Não vou convidar Neti Almeida, vai se desfazer em pranto e molhar todos os meus presentes, e portar-se mal, dissera Suzana a sua companheira predileta Leti. Esta concordara com ela...
     Suzana voltou as costas para a cerca, e fez de conta que Neti fora embora. Começou a brincar de “lenço-atrás” com as outras crianças, mas, por mais que fizesse, não podia achar graça no brinquedo. Não, não havia graça alguma. Até Leti não demonstrava vontade de brincar, e olhava triste para Neti.
     Durante toda a manhã Suzana excluíra Neti da mente. No dia anterior, quando sua mãe lhe dissera bondosamente: - Querida Suzana, não gostaria você que Neti tomasse parte, amanhã, na sua festinha de aniversário? Suzana batera o pé e dissera: “Não!”.
    A mãe estivera muito ocupada, fazendo os bolos para a festinha, e arranjando os brinquedos e outras coisas, mas parara para dizer: - Temo que você magoe Neti, Suzana. Bem sei que lhe prometi que poderia escolher os companheiros que desejava que viessem no seu aniversário, mas não seria melhor que qualquer hora, hoje, você desse um pulo e convidasse Neti? Ela, certamente, não assiste a muitas festas de aniversário, e haveria de gostar bastante se a convidasse. Não espere que lhe traga um presente, querida, porque seus pais são muito pobres.
    Tão ocupada estava a mãe de Suzana com os planos da festinha, que se esqueceu de Neti, justamente como Suzana esperava que acontecesse.
    - Convidou Neti? Perguntou-lhe a mãe. (Suzana pendeu a cabeça e corou de vergonha, pois ela e Leti haviam rasgado o lindo cartão cor-de-rosa do convite reservado para Neti.) Confiei na minha pequena, senão eu mesma tê-la-ia convidado, disse gravemente a mãe de Suzana, demonstrando estar bem triste.
    Suzana sentiu-se muito mal. Ali estava ela, com os presentes empilhados ao seu redor e o belo relógio de pulso no braço a fazer tique-taque, mas não tinha nem um pouco de alegria. Nem um pouco! Suzana sentiu como se fosse a menina mais infeliz do mundo, pois repentinamente vira quão egoísta tinha sido, quão falta de bondade para com Neti. Todos podiam ver Neti choramingar agachada atrás da cerca, procurando ver a mesa de aniversário!
    Foi nesse momento que Suzana teve a boa ideia.
    Girou velozmente, e correu o mais depressa possível até o passeio e ao redor da cerca, até encontrar Neti. – Venha para a festa! Suzana tomou na sua à mão de Neti, apertando-a com satisfação. Quão bem se sentia agora!                                      

    - Vou dar-te o meu aventalzinho branco. Neti quero dizer que será seu mesmo... Já fiz sete anos hoje; sete, realmente! E Suzana meditava, enquanto cortava um pedaço do bolo de aniversário para Neti. “Não posso continuar a ser mesquinha para ninguém, porque estou quase moça!”.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A menina do Oriente Medio

Virtude vivia na turquia um pais muçulmano, entre a Europa e a Ásia . Quando seu pai morreu ela foi morar com seu irmão mais velho. Ela deveria obedecer ao seu irmão como obedecia seus pais.
Um dia seu irmão disse:
- Virtude vou mandar você e a minha filha ao aisha para o internato.
Virtude sabia que  isso significava que elas iriam morar na escola, comendo e dormindo lá. Ela estava entusiasmada e pensava:
- Quase não posso esperar para ir à escola.
Por um acaso, ela ouviu seu irmão conversando com um amigo:
- Estou mandando Ashi e a Virtude  para aquela escola dos europeus.
Virtude pensou:
-Os professores são da Europa? Oh isso vai ser emocionante!
Mas, então , ouviu o amigo dizer:
- Por que você vai fazer isso? Você não sabe que aquela escola é dirigida por infiéis sujos?
-Sim eu sei que os professores não são muçulmanos, mas eles ensinam bem.E nosso governo não permite eles ensina sua religião, então, não sera prejudicial a Ashi e a virtude irem para lá.
Virtude sabia que as pessoas que não eram mulçumanas como ela era chamada de infiel. Seu povo chamava assima quem não acreditasse no profeta Maoméou no livro do mulçumano alcorão.
Poucos dias depois, enquantos se dirigia á escola, Virtude pensava:
- Infieis sujos? Como eu posso comer a comida deles?
Ela estava como nojo. Mas a primeira coisa que ela notou doi o jardim limpo, nenhum mato, nenhuma pedra, nenhum sinal de lixo em  qualquer parte. Ela foi comprimentada por professores sorridentesque vestian uniformes limpos e passados. Todos eles tinha cabelços bem penteados. Ela olho em volta. Em nenhum lugar viu sinais de infiéis "sujos". Estava admirada.


Virtude gostou da escola. Gostou também de seus professores especialmente da srta.Zebdani, sua professora de bordado. Enquanto as garotas trabalhavam, Dona Zebdani contava lhes historias emocionantes. Eram diferentes das que Virtude tinha ouvido  em casa. Essas historias enfatizam sempre o que as pessoas tem que fazer o que é certo e viver uma vida honesta. Às vezes, a srta Zebdani contava-lhes historias do velho Testamento. Virtude gostava da historia de José e como ele perdoou seus irmão que o venderam como escravo.
Virtude notou que todas as manhã , ás 10 Horas, os professores desapareciam por uma hora, e decidiu:
-Vou descobrir o que eles estão fazendo.
Ela subiu nas portas fechada e olhou pelo buraco da e ficou surpresa com que descobriu.
- Que coisa! Eles estão de olhos fechados e estão dizendo alma coisa.
Ela espiou de novo.
- que livro é aquele que eles estão lendo?
Continuou espiando.
- Nunca ouvi cânticos como esses.Será melhor eu sair daqui antes que eles me encontre- resolveu ela. E voltou ela para aula de bordado.
Um  dia ela perguntou:
- Dona Zebdani, o que a senhora faz quando vai la pra cima todas ad manhãs?
- o governo de seu pais não permite contar-lhe- respondeu a professora.
Aquela resposta aguçou a curiosidade de Virtude, e suplicou: 
- Oh, por favor, conte-me!
- Eu gostaria de contar-lhe, mas a escola poderia ficar em perigo-disse a srta. Zebdani.


Um dia , a professora contou ás maninas a respeito de um homem cujo seu filho foi morto por um vizinho. Ele não ficou bravo, mas em vez disso, mostrou bondade para com aquele que tinha matado seu filho. Virtude pensou:
- Eu preciso saber por que esses infiéis são diferentes. No meu pais, se alguém bate num apessoa ,ela pode bate dez vezes para conseguir se vingar.Por que esses infiéis são tão bondosos com seus inimigos?
Depois da aula, Virtude se aproximou da professora e pediu:
- Dona Zebdani, por favor , me conte um segredo. Por que todos vocês são tão bons?
A professora sorriu e parecia que não queria falar mas não disse  nada.
Dona Zebdani, então começou contar a Virtude que Deus a amava tanto que enviou sei próprio filho, o senhor Jesus, ao mundo , para morrer pelos pecados dela. Ela abriu o livro e leu por que Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito par que todos que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna, João c. 3 v.16. Virtude sabia que ela era pecadora. Era mais facil fazer as coisas erradas do que as certas. Ela achava que era fácil odiar e esganar.
- Deus me ama mesmo? - ela perguntou.Virtude queria ser amanda e boa como a professora.
Ela ja tinha ouvido sobre Jesus. Os muçulmanos o considerava um profeta, mas não acreditava que ele era O Filho de Deus. Dona Zebdani explicou que Jesus, o Filho perfeito de Deus, tomou o castigo de todos os pecadores do mundo inteiro quando morreu na cruz, foi sepultado e ressuscitou. Mais uma vez a professora leu a bíblia:" Cristo morreu pelo nosso pecados... foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia"( 1 corintios c.5 v. 3,4). Virtude acreditava em seu coração que Jesus havia morrido pelos pecados dela.
Ela subiu correndo as escadas até a sala de oração, pesando:
- Se esse é o lugar que os professores falam com Deus, é aqui que eu devo vir para pedi perdão e convidar Jesus para morar em meu coração.
Então exclamou em voz alta : 
- Vou ser uma cristã.
Depois de orar, pedindo ao Senhor Jesus para ser seu salvador, Virtude começou a descer as escadas. Nesse momento viu sua sobrinha Aishi. Ela havia espiado Virtude. Teria ouvido a conversa com Dona Zebdani .
- Vou contar ao papai o que você fez- gritou Aishi
- Pode contar eu não me importo- respondeu Virtude , Ela não compreendia que para os muçulmanos era considerado uma grande tragedia se tornar cristão. No momento ela só pensava na felicidade de ter jesus habitado no seu coração. Sorrindo disse para si mesma.
-Eu sei que Jesus me far ama vele boa para com os meus inimigos, assim como tenho visto que Ele ajuda os outros cristãos.
Sempre que podia, Virtude passava algum tempo com a professora Zebdani, aprendendo mais a respeito do Senhor Jesus.Ela estava entusiasmada com que estava aprendendo da palavra de Deus , a Bíblia.

 

Todos perceberam que Virtude estava diferente. Ela estava transbordando de alegria no senhor, e não podia guardar para si as boas novas sobre o que o senhor Jesus tinha feito por ela. Ela dizia para as meninas:
- Tudo que vocês precisam fazer é dizer ao Senhor jesus que tem pecado, e crê em seu coração que é o verdadeiro filho de Deus,que morreu por vocês. Ele é o verdadeiro filho de Deus , que morreu por vocês.
Cada uma das maninas  queria ser diferente e saber que seus pecados tinha sido perdoados. Quando receberam o senhor Jesus como Salvador, as vidas deles também foram transformadas. Elas realmente amava umas as outras. Podiam ver que aquelas que tornaram cristã agiam com bondade.
Até os garotos que trabalhavam no jardim da escola notaram a diferencia nas meninas, e começaram a perguntar a causa da mudança. Alguns meninos também se tornaram cristãos, isto é, confessaram seus pecados e creram em Jesus como Salvador de suas vidas.
Mas nem todos criam no Senhor Jesus como o filho Perfeito de Deus. Aqueles que não cria informaram o que tinha acontecido aos oficiais de governo.Quando os oficias descobriram que as crianças tinham deixado a religião muçulmana e se tornaram o que eles chamam de "infiéis", os oficiais fecharam a escola.
Virtude conversou com a professora Zebdani:
-Eu sinto muito! Eu não queria causar nenhum problema.
A professora deu-lhe uma abraço e garantiu:
- Eu prefiro saber que vocês, crianças, vão um dia me encontrar no céu, do que continuar ensinando aqui. Mas, Virtude,o que vai acontecer com você?
Virtude parecia triste. Ela pediu:
- Por favor, ore por mim. Estou com medo do meu irmão ficar muito bravo comigo,Mas, aconteça o que acontecer, eu não posso deixar de crer no Senhor Jesus. Ele significa muito pra mim.
Dona Zebdani sorriu e disse:
- Jesus disse que nunca deixa nem vai desamparar você, Virtude.lembre sempre das promessas dEle.
Quando veio buscar Virtude e Aishi, para leva-las para casa, o irmão de virtude estava furioso. Ele ameaçou: 
- Espera ate eu pegar você!
Em casa, eles discutiram.
- Virtude você logo lesque ser essa bobagem, não vai? - ele perguntou.
Se você acha que eu vou esquecer que o Senhor Jesus me salvou dos meus pecados, esta enganado. Eu nunca vou esquecer isto.- ela declarou.
O rosto do sei irmão ficou rosto de raiva. Ele começou a bater nela gritando: 
- Você vai esquecer logo essa bobagens, sim!
Virtude sentia a dor das boletadas,mas orava silenciosamente:
- Senhor Jesus me ajuda a ser fiel a ti.
Mesmo que fosse difícil o que o irmão dela batesse nela muitas vezes ela não se importava. Virtude não negaria o senhor Jesus.
 

O irmão de virtude ia arrastando-a em direção ao peque galinheiro, enquanto dizia:
- Eu vou dar um jeito em você! Entre ai, e pense essa coisa terrível que você fez.
Ele empurrou-a para baixo da mesa onde ficavam os ninho das galinhas. Virtude o ouviu fechar a porta do galinheiro com cadeado e afastar - se.
Enquanto as horas se passavam, ela sentiu-se dormente e tentou esticar as pernas. Mas o galinheiro era tão pequeno que não havia espaço de andar. Anoiteceu e ninguém a deixou sair. Ela pensava,espantava:
- Como vou poder dormir aqui esta noite?
E Virtude não dormir muito naquela noite. Passou muito tempo orando e cantando todos os cânticos cristãos que conhecia. Certamente seu irmão a deixaria sair de manhã.
Porem, amanheceu e seu irmão atirou algumas migalhas de comida para as galinhas . Ele não disse uma palavra a virtude. ela ficou com fome, mas não havia nada para comer.Naquela noite, ele veio outra vez e perguntou:
- Você está pronta para voltar para a religião muçulmana?
- Eu nunca deixarei de crer no senhor Jesus - ela confirmou.
- Veremos , depois de você ficar aqui por algum tempo - ele respondeu.
Virtude não contia as lagrimas,enquanto o ouvia fechar a porta com cadeado e se afastar-se. Por quanto tempo ele a prenderia ali ?
No dia seguinte, Virtude pegou um pouco de comida atirada ás galinhas. Ela teve que beber água para continuar viva. Sua cabeça doía e ela sentia fome,mas disse:
- Estou sofrendo alegremente por ti, Senhor Jesus. Sei que o senhor sofreu muito mas por mim quando foi ´pendurado na cruz.
Sempre que ouvia passos, ela sabia que era seu irmão vindo trazer comida para as galinhas e recolher os ovos. De repente, ela ouviu um som de passos diferente.
Então orou:
- Por favor, senhor Jesus, traga alguém venha me ajudar a sair daqui.
Era seu tio. Ele disse:
- Só agora descobrimos que você esta aqui no galinheiro, Virtude. Não importa o que você tenha feito, criança, isso não é lugar pra você!
- O que vai acontecer comigo agora? - ela perguntou.
-Não sei preocupe com seu irmão - garantiu o tio.- Eu arrumei para você trabalhar como babá.
-Obrigada, Senhor Jesus.





Virtude gostava do seu novo emprego, de tomar conta de criancinhas, na casa grande .Ela se sentia segura, agora que estava longe da casa de seu irmão.
-Tome cuidado com seu irmão quando sair de casa. Ele esta tentando mata- la?
- Como você sabe?
- Ele tentou me comprar para matar você -  ele confessou - ele ma prometeu muito dinheiro, se eu conseguisse empurrá - la dentro de um poço para que você se afogasse ,Disse- me para começar a conversar com você e então andar em direção ao poço. Mas eu não posso fazer isso justamente com você - ele disse, zangado. E avisou de novo: - Seria melhor você deixar a cidade a cidade, antes que seu irmão encontre alguém que venha mata-la.
Virtude disse ele a ele:
- Eu não tenho para onde ir . Para mim é melhor ir para o céu do que viver neste mundo.
pelo modo estranho como o leiteiro olhou para ela. Virtude sabia que ele não entendeu o que ela quis dizer. Depois que o leiteiro foi embora. Virtude orou:
- Obrigado, Senhor Jesus, porme livra do mal mais uma vez.
Talves ela tenha lembrado deste versículo da palavra de Deus: " Muitas são as aflições do justo, mas o senhor de todas o livra". Ela sabia que precisava confiar no senhor, pois Ele lhe mostraria o que fazer em seguida.
Virtude contou á polícia que seu irmão estava tentando mata - la e ela temia por sua vida. Eles não sabiam o que fazer, e então escreveram para o juiz da capital. Ele mandou chama - la. Eram dois dias de viagem de trem ate a capital. a caminho, Virtude parou para visitar uma missionaria durante a noite.A missionaria prometeu:
- Vou pedir aos cristão daqui para orarem por você.
Agora, virtude não se sentia sozinha Sabia que Deus estava com ela e que Ele estava usando outros cristãos para ajuda-la.

 


O juiz falou amavelmente: 
- Minha filha, com certeza Jesus é bom e o nosso Profeta ( ele falava de Maomé) também é porque é que você não segue Jesus? Porque não segue os dois?
Ele estava sugerido que ela continuasse muçulmana, mesmo crendo em jesus como salvador. Virtude disse:
- Senhor , nosso profeta Maomé esta na sepultura ,mas Jesus esta no céu. Quem o senhor seguiria um morto ou um vivo?
O juiz, irritado, deu um tapa no rosto dela, dizendo:
- Vá embora daqui. infiel suja ! Mesmo sendo jovem, você sabe como falar!
Virtude sabia que ele não poderia coloca-lá na cadeia como deseja, porque ela só tinha 16 anos e isso era contra a lei. E agora ela sabia o significado de "infiel suja". Os muçulmanos odiava tanto os cristãos que os chamavam de "sujos", querendo dizer que eles não prestavam.
A missionaria que virtude visitou naquela parada de trem , havia costurado algum dinheiro na barra do seu vestido, dizendo:
- Você vai precisar disso para começar uma nova vida.
O senhor estava suprimido cada necessidade de Virtude.
 

Agora, Virtude tinha dinheiro para ir a uma cidade grande, cursar enfermagem numa escola pública gratuita. Ela sabia que se testemunhasse do senhor naquela escola seria posta na cadeia, logo que tivesse com 18 anos. Então, não dizia nada. Aquilo era realmante difícil,especialmente quando via alguém sofrendo. Ela pensava:
- Ah, se eu pudesse contar que jesus pode ajudar!
Mas graças a sua amiga missionaria, ela conheceu os cristãos naquela cidade. E todos os  domingo se encontrava secretamente com eles para o culto. Quando voltava, no domingo á tarde, sua companheira de quarto sempre perguntava:
- Quem você conhece tão bem nesta cidade que passa o dia inteiro com eles? Nós duas viemos de vilas distantes. Como você tem amigos aqui, e eu não? Porque você não me leva junto no próximo domingo?
Virtude não podia levar sua companheira de quarto á reunião, pois  ela denunciaria os cristãos á policia. Cada semana, sua companheira de quarto  perguntava a mesma coisa. Virtude nunca respondia, mas estava preocupada. Ela sabia que ás vezes falava dormindo.
E uma noite..... aconteceu! Virtude sonho que a companheira de quarto estava perguntando de novo. E ela respondeu em voz alta:
- Se você tivesse experimentado esse jesus, que é mais doce que mel e o favo de mel, não ficaria surpresa de saber onde eu vou.
Então, ela cantou alguns corinhos evangélicos em seu sonho...mas em voz alta.
Na manha seguinte , a companheira falou:
- Eu sei aonde você vai aos domingos! Vou contar ao diretor!
Depois de interrogar Virtude, e o diretor disse:
- Terei que denunciar as autoridades.
Virtude estava assustada, mas orou pedindo que o Senhor, mas orou pedindo que o Senhor mais uma vez a livrasse.
Quarenta homens foram enterroaram Virtude. Ela respondeu, dando o seu testemunho diante deles com grande coragem:
- Eu sou cristã.
- Escreva aqui o que você acaba de dizer e entregue ao diretor:
- Ela se comporta bem e faz as lições?
- Ela é excelente em tudo - declarou o Diretor.
- Bem, Ja que sua ficha escolar é tão boa, vamos deixar essa criança crer como quiser,Mas se seu rendimento escolar não fosse bom, nós com certeza teríamos que puni - la.
Na escola, todos tinha pensado que ela iria para a cadeia, e ficaram desapontados, especialmente sua companheira de quarto.
Pouco tempo depois disto, sua companheira de quarto ficou muito doente, com uma doença contagiosa chamada tuberculose. Todas as moças ficaram longe dela, menos Virtude. Elas não queriam pegar a doença.
Virtude pediu ao Senhor para protegê - la, e assim cuidou na sua companheira, mostrando -lhe bondade e o amor de Cristo.
Finalmente, um dia sua companheira disse:
- Seu nome é virtude e você na verdade é uma moça cheia de Virtudes. Virtude significa mesmo uma disposição de fazer o que é bom, e você tem sido boa e amável para mim,enquanto todas as outras me deixaram sozinha. Fale - me sobre o seu Jesus.
Virtude compartilhou com sua companheira de quarto que havia aprendido com a professora Zebdani. Contou-lhe sobre o amor de Deus e sobre Jesus, o filho perfeito de Deus, que tomou sobre si o castigo do pecado . Contou-lhe que Jesus esta vivo e podia  seu pecado, morar em seu coração e faze -la boa e amável.
- Quero crê em Jesus. Quero ser cristã - exclamou a moça.
O coração de Virtude estava cheio de alegria. Valeu a pena aquela preseguição paraleva uma pessoa a abrir o seu coração para o Senhor Jesus. Virtude certamantepoderia dizer: " Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todos o livra".
Muitos de vocês são as aflições (como se diz num pais mulçumano). Isto quer dizer que ja receberam o Senhor Jesus como Salvador e portanto são salvos. como você esta vivendo sua vida cristã , isto é, a nova vida que Jesuslha dá? quando acontece alguma coisa que te deixa triste, você conversa com o Senhor Jesus sobre isso? Se as pessoas zombam de você por ser crente, você conti-nua alegre e vive da maneira que Jesus quer? Você esta contando aos outros como eles tambem podem se tornar filhos de Deus?
Talves você nunca vai ter o tipo de problema que Virtude teve, mas tem o mesmosenhor que o protegerá quando você contar aos outros a respeito dEle.Lembre -se da promessa em nossa em nossa versiculo para decorar: Confie no Senhor que vazi livra- lo das aflições.
Mas se você nunca  recebeu o Senhor como seu Salvador do pecado, pode fazer isso hoje. Deus o ama e enviou seu filho para tomar o castigo dos seus pecados. Você goataria de recabe - lo agora mesmo?
Depois da historia  
Virtude se casou com um cristão, que morreu um ano mais tarde. por razões não muito clara, e ela se casou com um mulçumano fanatico. Aparentemente porca da apego da seu novo marido á religião mulçumana. Virtude foi proibida de falar a seus dois filhinhos sobre a sua fé em Cristo. Ela ficou doente. Antes de morrer, ela implorou a um pastor que falasse de Jesus aos seus filhos.

http://mulherumabencaodedeus.blogspot.com.br/2013/03/a-menina-do-oriente-medio.html

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

História de Valores - Amizade O Dinossauro Rabugento






Era uma vez um dinossauro muito muito rabugento e feio, nunca lavava os dentes e vestia roupas muito sujas e velhas. Ele vivia sozinho numa casa de madeira protegida por uma vedação muito alta e com um portão fechado a sete chaves no meio da floresta.
O rabugento não tinha amigos e afastava todas as pessoas que se aproximavam da sua casa com um grito muito forte.


Perto da floresta havia uma aldeia onde viviam duas crianças que se chamavam Ana e Bernardo. Um dia eles foram à floresta procurar um sítio para brincar. Andaram, andaram, até que chegou a noite e o bernardo e a Ana ficaram perdidos na floresta cheios de fome, sede e frio.
No outro dia, os meninos encontraram a casa do dinossauro.


O dinossauro rabugento começou logo a gritar, mas os meninos não tiveram medo, até estavam felizes por encontrar alguém.
O Rabugento teve pena deles e levou-os para sua casa. Fez um lume para os aquecer, deu-lhes de comer, beber e brincou com eles. Nesse tempo o dinossauro não estava rabugento. Estava muito contente por ter os meninos na sua casa.
O Bernardo e a Ana ficaram alguns dias na casa do dinossauro. Mas depois lembraram-se que os pais estavam preocupados e pediram ao dinossauro que os levasse a casa.
No dia seguinte, o dinossauro foi levar os meninos a casa, mas teve de fugir rápido porque as pessoas estavam a ficar assustadas.


No outro dia, o rabugento recebeu uma carta de uma festa em honra dele, porque os meninos tinham contado o que se tinha passado aos pais e a todas as pessoas da aldeia.
O dinossauro vestiu um fato vermelho ás pintas, lavou os dentes e pôs um laço muito colorido e foi para a festa.
Quando lá chegou, trataram-no muito bem e ele disse que nunca mais ia ser rabugento.
O dinossauro descobre, assim, como é bom ajudar as pessoas e merecer a sua amizade.





http://caixinhadehistorias.blogspot.com.br/2007/11/histria-de-valores-amizade.html

A Gaivota que não queria ser

Era uma vez uma gaivota que gostava de ser pomba.
Dizia ela que as gaivotas não servem para nada, ao passo que as pombas sempre servem para alguma coisa.
- Levam cartas, mensagens, avisos de um lado para o outro – explicava ela às outras gaivotas. – São as pombas ou os pombos-correios.
- Também há quem as cozinhe com ervilhas – interrompeu-a uma gaivota trocista.
- Essa serventia a nós não nos interessa – arrepiaram-se as outras gaivotas, que voaram, alarmadas
Ficou sozinha a gaivota que queria ser pomba. Servir de cozinhado também não estava nas suas ambições, mas à falta de outro préstimo? E pensou: ?Gaivota estufada”, ?Gaivota de cabidela”, ?Gaivota guisada com batatas”?
Realmente, não lhe soava bem. E menos bem devia saber, porque nunca lhe constara que os humanos, de boca aberta para todos os gostos, tivessem incluído tais receitas nos seus livros de cozinha.
A gaivota que queria ser pomba ficou a olhar o mar. Ia abrir as suas asas para as lançar sobre as ondas, à cata de peixinho para o almoço, quando um estranho torpor lhe tomou o corpo. Deteve-se. Encolheu-se. Tapou a cabeça com uma asa. Aquilo havia de passar.
As outras gaivotas, que há pouco tinham debandado, regressavam à praia, apanhadas pelo mesmo entorpecimento que atingira a gaivota desta história.
Formaram um bando tiritante, rente ao mar. Umas, levantadas numa só pata, outras escondidas numa cova da areia, olhavam as águas esverdinhadas, espumosas, como turistas descontentes com a paisagem.
- Estão as gaivotas em terra – disse uma voz humana, abrindo uma janela, junto à praia. – Vai haver tempestade. Sendo assim, já não me arrisco a ir para o mar.
De facto, quando as gaivotas ficam em terra, os pescadores sabem que o tempo vai mudar. Elas é que dão o sinal. Elas é que sabem. Elas é que pressentem quando a tempestade se aproxima.
- ?Afinal sempre tenho alguma utilidade”, pensou a gaivota que queria ser pomba, toda enrolada numa bola de penas, e, daí em diante, preferiu continuar a ser gaivota.

A Menina e a Flor

Num belo prado verdejante, uma menina era transportada pelo reino da imaginação. Sonhava com a justiça, o amor, a fraternidade. Sonhava com uma utopia sagrada, que lhe enchia a sua pequenina alma, escondendo uma grandeza imensa, especialmente, para a idade que tinha.

Num esplendoroso dia de primavera, o inesperado aconteceu: enquanto contemplava uma das suas predilectas lilases açucenas, deparou-se com um acontecimento fora do comum, que a fez estremecer.
- Olá pequenina, quão bela és tu! – Exclamou uma vozinha doce, vinda dos recônditos do seu jardim.
- Estás mesmo a falar comigo? Não posso crer! – Espantou-se a menina dos cabelos, cor de amêndoa, ao passar os seus delgados dedos pela sua desprevenida boca.
- Sim, mas por favor não temas. Quero ser tua amiga, pois sei bem o valor que tens, a pessoa maravilhosa que és.
- Estarei a sonhar, eu que sonho muito? Eu não posso estar mesmo a falar com uma flor, pois isso só acontece nos contos de fadas como me ensinou a minha querida mamã. – Balançou as palavras ao sabor do vento, que agora acompanhavam as fortes batidas do seu coração.
- Não estás a sonhar, isso te garanto eu. Queres ser minha amiga? – Perguntou a flor à menina. – Vamos passar a encontrar-nos todos os dias a esta hora, celebrando a grandeza da natureza?
- Céus, nem podem acreditar em tamanha felicidade! Quem me dera poder partilhar esta alegria imensa com todos os meninos. Neste momento, sinto-me a menina mais abençoada do mundo. Claro que quero ser a tua amiga.
- Como boas amigas, que nos tornaremos, farei com que passes a conhecer todas as solidões de uma triste e sombria flor, que aparentemente morta renasceu graças à tua singular presença. – Falou em tom amoroso a flor.
- E eu revelar-te-ei todos os meus sonhos, medos, aventuras, fazendo-te descobrir o verdadeiro significado da amizade – Chorou de alegria a menina dos cabelos, cor de amêndoa, que ao inclinar-se suavemente em direção às coloridas pétalas da pequenina flor, julgou ter ouvido o bater de um coração, de um coração tão bom, que lhe deu logo vontade de fechar os seus olhos e sonhar com um jardim repleto de mil e uma açucenas, que lhe sussurrassem ao ouvido um: “ gosto de ti”. No entanto, não foi preciso fazê-lo, pois bastou-lhe lembrar-se de que lhe bastava uma só, precisamente aquela, para encher a sua pequenina, mas grande alma de uma eterna felicidade, que podia tocar num simples sussurro de coração a coração.
E assim se faz uma imensa amizade tecida por simples momentos, que ainda que fossem breves permaneceriam para sempre no solo das suas memórias


O peixinho Arco-Íris e a amizade




Lá bem distante,bem no fundo do mar vivia um peixinho todo colorido. As suas escamas eram todas coloridas,eram verdes, vermelhas, azuis e prateadas.
Os outros peixes ficavam encantados com a sua beleza ,eles o chamavam de ARCO ÍRIS .
- Venha peixinho lindo venha brincar conosco!
Mas ele apenas passava,orgulhoso e calado,com suas escamas cintilantes,nem dava atenção aos outros peixes.
Um dia o peixinho azul começou a acompanhá-lo.
- Arco íris espere por mim!Por favor dá-me uma das tuas escamas brilhantes; elas são tão lindas e tu tens tantas que nem não vai fazer falta.
- Você está pedindo uma das minhas escamas especiais?quem você pensa que é- Gritou o Arco Íris!
Magoado o peixinho azul se afastou;ele estava magoado e muito triste, foi se juntar com seus amigos.
Desse dia em diante todos os peixes se afastaram, deixando o Arco Íris sozinho.
Passou muito tempo e o peixinho colorido começou a sentir-se triste e sozinho , muito triste, uma estrela do mar disse-lhe que fosse à gruta falar com o polvo sábio.
O polvo disse-lhe que ele tinha de partilhar para ter amigos.
Até que um belo dia o peixinho azul voltou novamente a pedir uma escama colorida;e finalmente o peixinho Arco Íris pegou numa de suas escamas e deu-lhe.
O peixinho azul ficou tão contente que foi mostrar aos seus amigos o que tinha acontecido.
Aos poucos foram chegando todos os peixes cada um de uma cor, e o peixe Arco Íris foi dando a cada um uma das suas escamas; e todos contentes convidaram-no para brincar e nadar no mar.
Após esse momento todos ficaram amigos para sempre e felizes.

Não vá, papai!

Era um dia de grande reunião. O auditório estava quase repleto, e havia uma imensa expectativa no ar. Pudera! Que grande orador ia falar. Era um homem ilustre e famoso!

E, antes do início da reunião, um senhor começou a procurar um lugar. Ele queria assentar-se lá na frente, e estava com uma menina no colo. A garotinha devia ter uns 5 anos e era muito bonita: clara, bem arrumada, e de olhar meigo e puro. E ele conseguiu um lugar, e assentou-se com a menina no colo, ainda.

Em poucos minutos o auditório lotou. Não havia nenhum lugar mais. E a reunião começou: o orador logo prendeu a atenção de todos. Ninguém se mexia. Eles não queriam perder nenhuma só palavra. Mas o que será que o orador estava falando que era tão interessante?

Era sobre a influência. Dizia que nós recebemos muitas influências. Por exemplo: um homem ilustre influencia outro homem. Uma pessoa simples, também influencia, com a sua simplicidade, a outra pessoa. Um mendigo, às vezes, até pode influenciar uma pessoa rica e famosa. Uma criança influencia outra criança, e as crianças assimilam o que a outra tem de bom. Influência.

Bem diz a palavra de Deus: "As más conversações corrompem os bons constumes". Influência. Um pai influencia o filho, a filha e a esposa.

Às vezes, o pai não percebe a grande influência que ele exerce, mas, não é que de repente, na frente das visitas, seu filho comete uma falta tão grave, que ele se assusta, e fica todo bravo... Mas também percebe que aquela falta que o irritou tanto é exatamente a que ele escondeu do seu filho. É a sua falha! Ele viu no filho aquilo que ele mais detesta, e que esconde dos outros. Pois foi precisamente aquilo que influenciou o seu filho. Então ele bate no filho. Que pena!

E há quem diga: eu não influencio ninguém, e não me deixo influenciar.

E aí, o orador parou e fixou os olhos naquele homem com a menina bonita no colo, pensou e disse: estão vendo aquela menininha ali? Até ela, tão linda e pequena, exerce muita influência. Quando o orador apontou para a menina, no meio daquele imenso auditório repleto de gente, o pai se levantou como se tivesse sido empurrado por uma mola, foi até a frente, e gritou: "Isto é verdade mesmo!"

O público ficou silencioso, o pregador meio embaraçado e o auditório curioso.

- Por que será que aquele senhor com a menina no colo gritou?!

E o orador percebeu a curiosidade de todos, e então perguntou:

- Por acaso o senhor poderia explicar o motivo de tamanha explosão?

O pai também estava meio confuso. Ele mesmo não esperava uma reação assim tão grande diante de todos, e estava meio assustado. Então olhou para os lados, depois para a filhinha no seu colo, e aí começou a falar:

- Sabem? Eu tinha um grande emprego. Eu era respeitado e querido na companhia. Mas um dia, recebi influências de uns amigos que me pareciam muito bons. Eles eram despreocupados, alegres e felizes. Mas, aos poucos, conseguiram me levar para uma casa de bebidas, e disseram: "Aqui é muito bom. A gente se esquece da vida. É divertido. Pra que só trabalhar, não é? Não somos escravos." A princípio, eu só olhei, mas depois, entre risos e piadas, eu bebi um pouco, e mais um pouco, e logo não conseguia mais voltar para casa sem antes sentir o cheiro da bebida, sem antes ouvir as risadas dos amigos e suas piadas. Eles eram tão engraçados! E nesta época, eu tinha uma linda filha!
E a voz daquele pai, agora, parecia um soluço.

- Minha filha tinha dezenove anos. Que filha! Boa, meiga, carinhosa, obediente, com o coração terno, tão terno como eu nunca mais vou conhecer outro. Pois minha filhinha, quando via que eu não voltava para casa logo, ficava com medo de que eu estivesse bêbado, que caísse na rua, que me machucasse, então, todas as noites ela ia até aquela casa de bebidas, e ficava na porta me esperando, e, de vez em quando, ela punha seu rostinho lindo pra dentro e dizia: "Vamos, papai? Vamos, paizinho, eu vim te buscar." Ela ficava do lado de fora, mas algumas vezes, eu a fiz entrar naquele lugar.

E o pai chorou, e a platéia também.

- E do lado de fora da casa de bebidas, chovia, ventava e fazia frio, muito frio. E quando ela já estava toda gelada, arriscava a dizer novamente, com sua carinha pálida, humilde: "Eu vim te buscar, paizinho." E quando eu saía, ela ia comigo para casa, e me abraçava, como que querendo me proteger. Mas aquelas noites em claro, no frio e na chuva, deram para minha filha um resfriado muito forte. E o resfriado nunca foi tratado, porque eu precisava beber. E o resfriado se transformou numa tuberculose. E a minha filha meiga, amorosa e obediente, um dia me chamou e disse:

- Paizinho, só há um caminho. Ele dá alegria e paz. Por que você não o segue, papai?

- Qual é esse caminho, filhinha?

- É Jesus, papai. Busque-o. Pegue a minha Bíblia. Ela está embaixo do meu travesseiro. Aí você vai achar o caminho para você e para nossa família. Papai, eu estou indo, paizinho. Adeus.

- E morreu o meu anjo, a minha filha. E eu fiquei desconsolado e triste. Então, em lugar de ler a Bíblia, eu fui para casa de bebidas, para me esquecer dela. Só que agora, eu tinha medo da noite. Tinha medo de ir sozinho. Tinha medo de voltar pra casa sem ninguém para me proteger. Lembrava-me dela sem parar. Então eu tive uma idéia: comecei a levar comigo essa outra filhinha, e ela só tem 5 anos. E eu ia todos os dias com ela. Não foi suficiente a morte da minha filhinha querida. Eu estava cego. A influência dos amigos, e agora daquele ambiente eram muito grandes. Maior do que o amor pelas minhas filhas. E lá ia eu com esta filhinha, andando de noite pela rua, e voltando de madrugada. E uma noite, quando eu estava chegando com ela na casa de bebidas, ouvi uma gritaria que vinha de lá. Havia um alvoroço, e pessoas iam e vinham. Até a polícia chegou! Apressei meu passo. Anda, filhinha, mais rápido um pouco. - falei.

- Não posso, papai, estou com sono. Quero dormir.

- E a gritaria aumentava e eu estava fascinado. Queria saber o que estava acontecendo. Então eu puxei minha filhinha, quase arrastando-a pela mão, e consegui chegar até aquela casa maldita, e minha filha falou com uma voz que ninguém nunca ouviu na vida:




- Não vá, papai, por favor.




- Mas eu entrei com o coração duro.




- Não, não entre mais, papai. Papaizinho, não vá lá. E ela disse medrosa e timidamente: Jesus, Jesus! Ajuda o papai.




- Eu ouvi. Ela falou bem baixinho. E, de repente, senti um calor na minha mão, e olhei assustado. Alguma coisa estava me queimando. Olhei bem. Era uma lágrima quente que escorreu dos olhinhos da minha filha, e foi até a minha mão, queimando-a. Fui tomado de uma emoção descontrolada. Num relance percebi tudo o que havia feito. Por influência desta minha filhinha e daquela lágrima quente, o véu que havia nos meus olhos caiu. Olhei para ela. Como você é linda, filha! Eu enxerguei. Fiquei livre da escravidão. Num relance percebi todo o mal que estava fazendo para minha filhinha, para minha esposa e... Senti toda a culpa da morte da minha amada e meiga filha, que se sacrificou por mim. E eu senti no coração a lágrima quente e a palavra "Jesus, Jesus" que esta pequenina falou.

Depois que falou tudo isso, olhou para o público, ficou quieto um pouco, e continuou:

- Acho que os senhores entenderam agora porque eu dei aquele pulo com a minha filhinha no colo, não é?

Que silêncio constrangedor!

E a filhinha abraçou o pescoço do papai, com força, e ele ainda falou:

- Pois eu nunca mais tomei um gole sequer de bebida alcóolica. Atravesso a rua para não passar em frente daquela casa maldita. Há doze meses que eu não bebo mais, e nunca mais vou beber, tudo por influência das minhas filhinhas... E de Jesus. Senhor pregador, perdoe-me, mas eu não pude me conter, porque confesso, recebi a influência direta e dolorida das minhas filhinhas.

E todo auditório continuou num silêncio imenso. Então o pregador, muito sério, olhou para todos e disse:

- Está encerrada a minha palavra. Foi mais do que suficiente.

Papai, dos lábios de Jesus Cristo saíram estas palavras que foram registradas no livro de Lucas 10:21: "Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelastes às criancinhas".

Como são belas as criancinhas!

Que Deus ajude você, papai, neste seu dia, e que a sua influência possa levar sua esposa, suas filhinhas, seus filhos e seus amigos, para os braços eternos e amorosos do Senhor Jesus Cristo.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A Princesa que Aprendeu a Ser Feliz




Figura 1 - Título





Figura 2 - Era uma vez há muitos anos, vivia num belo castelo, uma linda princesa.





Figura 3 - Porém, era uma jovem muito triste. Vivia pensativa, sempre olhando pela janela de seu quarto, os jardins e o lago.





Figura 4 - Mordomo; "Alteza, o seu almoço está servido." Princesa: "Ah! Que vida triste a minha, por mais que meus criados queiram agradar, por mais que a comida seja gostosa, eu continuo a me sentir tão triste. Oh!..."





Figura 5 - A pobre princesa saia todas as tardes para fazer longos passeios ao redor do castelo. Mas, mesmo assim não se alegrava.





Figura 6 - Certo dia como de costume foi a princesa passear no seu jardim. E quando ela estava colhendo flores... "O grilo estava no campo lindo, a formiga ligeirinha levava o galhinho! (bis)" Princesa: "Olha! Alguém está cantando, e tem uma voz feliz. vou me aproximar e ver quem é que está cantando."





Figura 7 - "Oh, aquela senhora. mas ela vai indo embora. Rápido , preciso segui-la..."





Figura 8 - E a princesa seguiu a senhora até a sua casa no meio do povoado. Acompanhada de guardas, é lógico.





Figura 9 - "Posso entrar?" Perguntou a princesa. A senhora: "Oh! è a princesa. Entra alteza." Princesa: "Vim aqui para aprender uma coisa com a senhora." Senhora; "Aprender? Oh! Mas o que uma pobre aldeã idosa poderá ensinar a uma princesa?" Princesa: Quero que me ensine a ser alegre como a senhora é."





Figura 10 - Senhora: "Ah! Eu tenho um único remédio contra a tristeza. Veja..."





Figura 11 - "Aqui está, o meu segredo está dentro desse armário (guarda roupa). Desde a manhã até à noitinha, eu trabalho, não me sobra tempo para a tristeza."





Figura 12 - " Eu penso na felicidade dos outros." Princesa: "Mas, porque tanta roupinha pronta?" Velhinha: "Ah, esses casaquinhos, touquinhas e sapatinhos..."





Figura 13 - "... e cobertores, eu dou para as crianças pobres, das creches, dos hospitais. E... quando o inverno é rigoroso, as pessoas pobres precisam muito de agasalho, e meus tecidos sempre ajudam." Princesa: " Eu nunca tinha pensado nisso."





Figura 14 - "Obrigada pela boa lição minha senhora, um dia voltarei para visitá-la. E sempre serei muito grata."





Figura 15 - A princesa voltou ao castelo bem animada. prometendo a si mesma seguir o exemplo da boa senhora.





Figura 16 - E logo foi fazendo muitas roupinhas para todas as crianças pobres de seu reino. Princesa: " Agora sim, eu sou feliz. Eu sou útil. Quando não costuro, ajudo aqueles que tem muito serviço. Aprendi até como é gostoso brincar com as crianças..."





Figura 17 - Crianças: "Olhem! A princesa veio brincar com a gente... Viva a princesa! Viva ! Viva!"





Figura 18 - E a princesa tão triste se tornou feliz. Ela aprendeu com a boa senhora que a felicidade consiste em dar alegria aos outros. Fazendo os outros felizes, nós seremos felizes.